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Abertura coronária em molares superiores: técnica, anatomia e localização do MV2

Infográfico odontológico com molar aberto em corte, radiografias e instrumentos; texto: Abertura coronária em molares superiores.

Molares superiores estão entre os dentes com maior complexidade endodôntica. Múltiplas raízes, canais em direções diferentes, câmara pulpar ampla ou progressivamente calcificada e alta frequência de canais adicionais tornam o acesso coronário muito mais do que uma simples “abertura”.

A abertura coronária em molares superiores é uma etapa decisiva porque define, em grande medida, o que será possível fazer no restante do tratamento. Um acesso inadequado pode impedir a leitura do assoalho, dificultar a localização do MV2, limitar a irrigação, gerar deflexão dos instrumentos e aumentar o risco de acidentes.

selo

O desafio não se resume a entrar na câmara pulpar. Um bom acesso em molar superior precisa permitir, ao mesmo tempo, remoção completa do teto, exposição clara do assoalho, visualização dos canais mesiovestibular, distovestibular e palatino, investigação da região do MV2, entrada passiva dos instrumentos e preservação da dentina pericervical — sem comprometer a furca nem criar condições que prejudiquem a desinfecção.

O erro clássico na clínica é abordar o molar superior como se ele tivesse apenas três canais óbvios.

Na prática, o canal que ninguém suspeitou é, frequentemente, o canal que ficou sem tratamento.

Em molares superiores, a abertura coronária segura não é a menor possível nem a maior possível. É aquela que permite ler o assoalho, localizar os canais prováveis, investigar o MV2 e tratar o sistema de canais sem destruir estrutura desnecessariamente.
Slide sobre abertura coronária em molares superiores, com ilustração 3D de molar e mapa MV2 em fundo azul escuro.

O que é a abertura coronária em molares superiores?

A abertura coronária em molares superiores é o acesso realizado para alcançar a câmara pulpar, remover completamente o teto, preservar e interpretar o assoalho, localizar os canais radiculares e criar uma trajetória segura para instrumentação, irrigação, desinfecção e obturação.

Nos molares superiores, os canais principais geralmente estão relacionados a três raízes:

Raiz

Canal mais comum

Observação clínica

Raiz mesiovestibular

MV1 e possível MV2

Região de maior complexidade anatômica

Raiz distovestibular

DV

Geralmente menor e mais distal

Raiz palatina

P

Frequentemente mais amplo e de acesso mais direto


O desafio clínico é que o MV2 pode estar parcialmente coberto por dentina secundária, localizado em região de sulco, deslocado em direção palatina ou mascarado por teto remanescente, calcificações e acesso insuficiente.

Por isso, a abertura coronária em molares superiores precisa ser planejada para enxergar, interpretar e decidir.

Respostas rápidas sobre abertura coronária em molares superiores

Pergunta

Resposta objetiva

Qual é o objetivo da abertura em molares superiores?

Acessar a câmara, remover o teto, preservar o assoalho e localizar os canais MV, DV, palatino e possível MV2.

O acesso deve ser triangular ou trapezoidal?

Depende da anatomia. Pode ser triangular quando há três canais evidentes, mas pode precisar ser modificado para explorar a região do MV2.

O MV2 deve ser sempre investigado?

Sim. Especialmente em primeiros molares superiores, deve haver suspeita ativa do MV2.

O acesso conservador pode atrapalhar?

Sim. Se for excessivamente pequeno, pode impedir leitura do assoalho, localização do MV2 e irrigação adequada.

O assoalho deve ser desgastado?

Não de forma aleatória. O assoalho deve ser limpo, preservado e interpretado. Remoções seletivas podem ser feitas quando guiadas por anatomia.

Quando usar ultrassom?

Para remover dentina seletivamente, explorar sulcos, refinar paredes e auxiliar na localização do MV2 sob magnificação.

Quando considerar CBCT?

Em casos de anatomia incerta, retratamento, calcificação, suspeita de canal não localizado, lesão persistente ou planejamento de caso complexo.


Este artigo faz parte da Trilha de Abertura Coronária da EndoToday


Este artigo aprofunda a abertura coronária em molares inferiores. Para estudar a sequência completa da trilha, acesse o hub central:

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Ponto-Chave Endotoday

No molar superior, não procurar o MV2 muitas vezes é deixar uma infecção para trás.

1. Por que molares superiores merecem atenção especial?

Molares superiores estão entre os dentes com maior complexidade endodôntica.

A presença de múltiplas raízes, canais com trajetórias diferentes, câmara pulpar ampla ou calcificada e alta frequência de canais adicionais torna o acesso coronário uma etapa decisiva.

A dificuldade não está apenas em abrir a câmara.

Está em criar um acesso que permita:

  1. remover completamente o teto;

  2. visualizar o assoalho;

  3. localizar o canal mesiovestibular;

  4. localizar o canal distovestibular;

  5. localizar o canal palatino;

  6. investigar a presença do MV2;

  7. permitir entrada dos instrumentos sem deflexão excessiva;

  8. favorecer irrigação eficiente;

  9. preservar dentina pericervical;

  10. evitar perfuração de furca.

O erro mais clássico na clínica é abordar o molar superior como se ele tivesse apenas três canais óbvios.

Na prática, o canal que ninguém suspeitou é, frequentemente, o canal que ficou sem tratamento.

2. A anatomia da câmara como ponto de partida

A câmara pulpar dos molares superiores tende a refletir a disposição das raízes: mesiovestibular, distovestibular e palatina.

No assoalho, os orifícios principais geralmente formam uma configuração triangular:

  1. canal mesiovestibular;

  2. canal distovestibular;

  3. canal palatino.

Essa triangularidade, porém, é apenas a configuração mais frequente. Não é a única.

Quando o MV2 está presente e acessível, a geometria do assoalho pode se transformar: o triângulo cede espaço a uma forma mais trapezoidal, com quatro orifícios.

O MV2 costuma aparecer na linha de desenvolvimento que conecta o MV1 ao canal palatino, geralmente mais próximo do MV1. Entretanto, sua posição pode variar conforme idade, calcificação, anatomia da câmara, deposição de dentina secundária, inclinação dentária e morfologia da raiz mesiovestibular.

Por isso, o assoalho não deve ser visto como uma superfície a ser desgastada.

Ele deve ser interpretado como um mapa anatômico.

Quando lido com cuidado, o assoalho orienta cada movimento seguinte.

3. Acesso triangular ou trapezoidal: anatomia, não rotina

Durante muito tempo, o acesso em molares superiores foi descrito simplesmente como triangular, com base nos três canais principais: MV, DV e palatino.

Essa forma pode ser suficiente quando a câmara está desobstruída, o teto é removível com clareza e o assoalho permite leitura direta.

O problema surge quando o operador transforma o triângulo em forma fixa, em vez de usá-lo como ponto de partida.

Quando há suspeita de MV2, calcificação significativa, teto remanescente ou dificuldade de visualização, o acesso precisa ser adaptado para explorar a região mesiopalatina com segurança.

Nesse contexto, a forma trapezoidal não é uma preferência estética.

É consequência lógica da anatomia.

Formato do acesso

Quando pode ser adequado

Risco se mal indicado

Triangular

Três canais evidentes, câmara ampla e assoalho legível

Pode limitar investigação do MV2

Trapezoidal

Necessidade de explorar região mesiopalatina e possível MV2

Pode remover estrutura em excesso se não houver critério

Conservador orientado

Preservação estrutural com boa leitura anatômica

Não pode impedir localização, irrigação e instrumentação


O acesso deixa de ser uma regra decorada e passa a ser o resultado de uma análise:

O que este dente, neste paciente, exige para que eu consiga tratar o que está presente?

4. O MV2 não pode ser surpresa

O canal MV2, também chamado de MB2 na literatura internacional, é o segundo canal mesiovestibular dos molares superiores.

Em primeiros molares superiores, sua prevalência é alta na literatura e tende a ser mais detectada quando se utiliza magnificação, microscopia operatória, CBCT ou microtomografia.

Isso tem uma implicação prática direta: o MV2 não deve ser tratado como um achado inesperado durante o procedimento.

Ele precisa ser considerado uma hipótese anatômica desde o planejamento.

A pergunta clínica muda.

Em vez de perguntar:

“Será que este dente tem MV2?”

A pergunta mais adequada é:

“O que neste caso me permite — ou me impede — de localizar o MV2?”

Essa mudança de perspectiva influencia diretamente o tamanho, a direção e a forma do acesso.

Um acesso excessivamente conservador pode preservar dentina. Mas também pode preservar infecção, se impedir a localização de um canal que está presente.

5. Planejamento radiográfico antes de tocar o dente

A radiografia periapical deve ser analisada antes da abertura e consultada durante o procedimento sempre que surgir dúvida.

Ela oferece informações que não estão visíveis na cavidade:

  1. profundidade da câmara;

  2. volume pulpar;

  3. presença de calcificação;

  4. inclinação do dente;

  5. número de raízes;

  6. curvatura das raízes;

  7. relação com a furca;

  8. restaurações extensas;

  9. coroas protéticas;

  10. pinos ou núcleos;

  11. lesões periapicais;

  12. canais possivelmente não tratados;

  13. sobreposição das raízes vestibulares;

  14. necessidade de radiografia angulada;

  15. possível indicação de CBCT.

Em molares superiores, radiografias anguladas ajudam a dissociar raízes e canais que se sobrepõem na incidência ortorradial.

Ainda assim, a imagem bidimensional tem limites.

Quando a dúvida anatômica é suficiente para modificar a decisão clínica — aquilo que será tratado, investigado ou preservado — a tomografia computadorizada de feixe cônico pode ser uma ferramenta justificada.

CBCT não é exame de luxo quando responde uma pergunta clínica relevante.

Também não deve ser solicitada de forma indiscriminada.

A indicação correta nasce da pergunta:

Que decisão essa imagem pode mudar?

6. Ponto de entrada e direção do acesso

Em molares hígidos ou com restaurações pequenas, o ponto de entrada pode parecer relativamente intuitivo.

O verdadeiro desafio aparece nos dentes restaurados ou com coroas protéticas, nos quais a forma externa da coroa pode enganar e não refletir mais o longo eixo real do dente.

Nesses casos, as referências mais confiáveis são:

  1. radiografia periapical;

  2. junção cemento-esmalte;

  3. anatomia radicular esperada;

  4. posição provável do assoalho;

  5. inclinação real do dente;

  6. relação com a furca;

  7. profundidade estimada da câmara.

A direção do acesso deve permitir alcançar a câmara sem desgastar paredes estruturais desnecessariamente e sem dirigir a broca em direção à furca.

A perda de profundidade — avançar mais do que o planejado — é uma das principais causas de perfuração em molares superiores.

Por isso, a progressão deve ser cuidadosa:

  1. avançar;

  2. pausar;

  3. irrigar;

  4. aspirar;

  5. secar;

  6. reavaliar;

  7. comparar com a radiografia;

  8. continuar apenas se a referência anatômica estiver preservada.

Não existe pressa que compense uma perfuração.

Infográfico odontológico de dente em corte, com câmara escura e textos sobre efeito alçapão, oclusão, deflexão e falsa impressão.

7. Remover o teto completamente: menos óbvio do que parece

A remoção incompleta do teto da câmara é um dos erros mais frequentes no tratamento endodôntico de molares superiores.

Teto remanescente pode:

  1. impedir a leitura do assoalho;

  2. esconder o MV2;

  3. dificultar a entrada dos instrumentos;

  4. limitar a eficácia da irrigação;

  5. manter tecido pulpar residual;

  6. favorecer sangramento persistente;

  7. causar escurecimento coronário;

  8. criar falsa impressão de câmara pequena.

A regra é simples de enunciar, mas exige treino para executar:

o teto deve ser removido; o assoalho deve ser preservado.

Quando essa distinção não está clara, o operador oscila entre dois erros opostos:

  1. deixar teto por excesso de cautela;

  2. desgastar assoalho tentando compensar um acesso mal planejado.

Abertura coronária segura não é cavar mais.

É remover exatamente o que impede a visão e preservar aquilo que orienta o tratamento.

Infográfico azul sobre formatos de acesso: triangular, trapezoidal e conservador, com riscos e indicações clínicas.

8. Ler o assoalho: a etapa que transforma acesso em diagnóstico

Depois de remover o teto, a câmara precisa ser irrigada, aspirada e seca.

Só então o assoalho pode ser interpretado com a atenção que merece.

Observe:

  1. diferença de cor entre parede e assoalho;

  2. linhas de desenvolvimento;

  3. depressões anatômicas;

  4. sulco entre MV1 e palatino;

  5. sulco em direção ao DV;

  6. simetria dos orifícios;

  7. calcificações;

  8. dentina secundária;

  9. possíveis entradas adicionais;

  10. áreas de transição entre parede e assoalho.

Esse raciocínio está diretamente relacionado às Leis de Krasner e Rankow: o assoalho tende a ser mais escuro que as paredes, e os orifícios costumam estar localizados nas junções entre parede e assoalho ou nos pontos terminais das linhas de desenvolvimento.

Assoalho sujo, coberto por fragmentos de teto ou desgastado sem critério perde sua função de guia.

Ele deixa de ser mapa e passa a ser obstáculo.

Infográfico em fundo escuro sobre a leitura do assoalho, com mapa anatômico central e caixas: Contraste, Junções e Terminações.

9. Buscar o MV2 sem destruir o dente

A busca pelo MV2 precisa ser metódica.

A sequência clínica deve seguir a anatomia, não o impulso de “cavar até aparecer”.

Uma lógica segura é:

  1. remover completamente o teto;

  2. limpar e secar a câmara;

  3. identificar MV1, DV e palatino;

  4. observar o sulco entre MV1 e palatino;

  5. usar magnificação e iluminação;

  6. explorar com sonda ou explorador endodôntico;

  7. remover dentina seletivamente com ultrassom quando indicado;

  8. procurar mudança de cor, depressões e linhas anatômicas;

  9. confirmar com lima fina;

  10. reavaliar com imagem se a anatomia ainda não estiver clara.

O ultrassom não é licença para desgaste amplo.

É ferramenta de precisão.

Usado com critério, permite remover dentina exatamente onde ela precisa ser removida, sem comprometer estrutura sadia ao redor.

O erro é procurar o MV2 desgastando aleatoriamente.

O método correto é observar antes de agir, desgastar com intenção e confirmar com delicadeza.

Slide em português com título Protocolo de Busca Metódica do MV2 e cinco etapas em caixas azuis sobre fundo escuro dental.

10. Instrumentais úteis em molares superiores

A abertura em molares superiores pode exigir diferentes instrumentos em diferentes etapas.

Instrumento

Função clínica

Broca esférica

Penetração inicial e remoção de estrutura coronária

Broca Endo-Z

Refinamento de paredes e remoção de teto com menor risco de aprofundamento

Pontas ultrassônicas

Remoção seletiva de dentina, exploração de sulcos e busca do MV2

Explorador endodôntico

Confirmação tátil de sulcos, depressões e orifícios

Irrigação e aspiração

Limpeza da câmara para leitura anatômica

Magnificação

Melhor leitura do assoalho e redução de desgaste exploratório

CBCT

Planejamento em casos de anatomia incerta ou retratamento complexo


O instrumento certo não substitui o raciocínio.

Ele executa o raciocínio.

Infográfico azul de arsenal micro-endodôntico: dente central e broca, explorador, pontas ultrassônicas e CBCT.

11. Erros comuns na abertura de molares superiores

Erro

Consequência

Como evitar

Acesso muito pequeno

MV2 não localizado, irrigação limitada e deflexão de instrumentos

Ampliar com critério quando a anatomia exigir

Acesso excessivamente amplo

Perda estrutural e enfraquecimento

Preservar dentina pericervical sem comprometer função

Não remover todo o teto

Assoalho mal visualizado e canais ocultos

Confirmar remoção completa antes de buscar canais

Não suspeitar do MV2

Canal não tratado

Investigar região mesiopalatina sistematicamente

Desgastar o assoalho sem critério

Perfuração ou perda de pistas anatômicas

Ler antes de remover

Usar ultrassom agressivamente

Desgaste excessivo

Remoção seletiva sob magnificação

Ignorar inclinação do dente

Acesso desviado

Avaliar eixo real e radiografia

Não considerar CBCT

Dúvida anatômica persistente

Indicar quando a imagem muda a conduta

Confiar apenas na coroa protética

Acesso mal direcionado

Usar JCE, radiografia e eixo radicular

Confundir conservação com insuficiência

Canal não localizado e irrigação deficiente

Preservar estrutura sem perder visibilidade


Slide azul com tabela: Erros comuns e correções em odontologia, citando acesso pequeno, desgaste e MV2.

12. Checklist clínico para molares superiores

Antes de considerar o acesso concluído, pergunte:

  1. O diagnóstico pulpar e periapical está definido?

  2. A radiografia foi analisada com atenção?

  3. A profundidade da câmara foi estimada?

  4. O dente está inclinado?

  5. Existe restauração extensa ou coroa protética?

  6. A referência da JCE foi considerada?

  7. O teto foi completamente removido?

  8. O assoalho está visível, limpo e seco?

  9. MV, DV e palatino foram localizados?

  10. A região mesiopalatina foi investigada?

  11. Existe suspeita de MV2?

  12. A busca pelo MV2 foi anatômica ou agressiva?

  13. Há deflexão excessiva dos instrumentos?

  14. O acesso permite irrigação eficiente?

  15. A dentina pericervical foi preservada?

  16. Existe risco de perfuração de furca?

  17. Há calcificação?

  18. Há necessidade de ultrassom?

  19. Há necessidade de CBCT?

  20. O acesso permite restauração futura previsível?

  21. Todos os canais prováveis foram investigados?

Esse checklist transforma a abertura em molares superiores em uma sequência de decisões, não em uma tentativa de encontrar canais por insistência.

Infográfico azul escuro com checklist clínico para molares superiores, caixas marcadas e texto sobre acesso seguro e MV2.

Síntese clínica: pontos essenciais para levar à clínica

A abertura coronária em molares superiores exige equilíbrio entre acesso e preservação.

O clínico deve:

  1. planejar antes da broca;

  2. estimar a profundidade;

  3. respeitar o longo eixo real do dente;

  4. remover completamente o teto;

  5. preservar e interpretar o assoalho;

  6. localizar MV, DV e palatino;

  7. suspeitar ativamente do MV2;

  8. explorar a região mesiopalatina com método;

  9. usar magnificação e ultrassom quando indicados;

  10. evitar desgaste cervical excessivo;

  11. considerar CBCT em anatomias incertas;

  12. avaliar se o acesso permite instrumentar, irrigar e restaurar com segurança.

Acesso conservador não pode ser sinônimo de acesso insuficiente.

E acesso amplo não pode ser sinônimo de acesso seguro.

Em molares superiores, a abertura coronária segura é aquela que permite ler o assoalho, localizar o MV2 quando presente e tratar todos os canais sem destruir estrutura desnecessariamente.

Continue na Trilha de Abertura Coronária

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Abertura coronária em molares inferiores Em breve

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Quer evoluir da busca por canais para uma Endodontia guiada por anatomia?

A abertura coronária em molares superiores mostra que localizar canais não é resultado de sorte. É consequência de diagnóstico, planejamento, leitura anatômica, controle de profundidade, magnificação, instrumentais bem indicados e suspeita ativa de variações como o MV2.

Na EndoToday, trabalhamos a Endodontia como uma sequência de decisões clínicas: diagnóstico, anatomia, planejamento, abertura coronária, localização de canais, instrumentação, irrigação e controle biológico.

Se você deseja desenvolver mais segurança na execução clínica, evitar canais não tratados e aprender a conduzir molares com mais previsibilidade, acompanhe as trilhas de estudo da EndoToday e conheça nossas formações presenciais.


FAQ em fundo azul com balões de fala e interrogação; texto: Perguntas Frequentes e Base científica. Respostas claras.

FAQ — Abertura coronária em molares superiores

Qual é o objetivo da abertura coronária em molares superiores?

O objetivo é acessar a câmara pulpar, remover completamente o teto, preservar e interpretar o assoalho, localizar os canais mesiovestibular, distovestibular, palatino e investigar a presença do MV2.

O acesso em molares superiores deve ser triangular ou trapezoidal?

O formato depende da anatomia. O acesso triangular pode ser suficiente quando há três canais evidentes, mas pode precisar ser modificado para uma configuração mais trapezoidal quando há necessidade de explorar a região do MV2.

O que é o canal MV2 ou MB2?

O MV2, também chamado de MB2, é o segundo canal mesiovestibular dos molares superiores. Ele pode estar localizado na região mesiopalatina da raiz mesiovestibular e deve ser investigado sistematicamente, especialmente em primeiros molares superiores.

Por que o MV2 é frequentemente perdido?

O MV2 pode ser perdido por acesso insuficiente, teto remanescente, calcificação, ausência de magnificação, não exploração do sulco entre MV1 e palatino ou falta de suspeita anatômica.

O acesso conservador pode dificultar a localização do MV2?

Sim. Um acesso excessivamente pequeno pode impedir a leitura do assoalho, dificultar a exploração da região mesiopalatina, limitar a irrigação e favorecer a perda do MV2.

O assoalho da câmara deve ser desgastado?

O assoalho não deve ser desgastado aleatoriamente. Ele deve ser limpo, preservado e interpretado. Remoções seletivas podem ser feitas quando guiadas por anatomia, especialmente na busca do MV2.

Quando usar ultrassom em molares superiores?

O ultrassom pode ser usado para remover dentina seletivamente, explorar sulcos, refinar paredes, remover calcificações e auxiliar na localização do MV2 sob magnificação.

Quando considerar CBCT em molares superiores?

A CBCT pode ser considerada em casos de anatomia incerta, retratamento, calcificação, suspeita de canal não localizado, lesão persistente, coroa protética, pino ou planejamento de caso complexo.

Qual é o maior erro na abertura de molares superiores?

Um dos maiores erros é considerar o acesso concluído após localizar apenas três canais, sem investigar adequadamente a região do MV2.

Como saber se o acesso em molar superior está adequado?

O acesso está adequado quando permite visualização do assoalho, localização dos canais esperados, investigação do MV2, entrada dos instrumentos sem deflexão excessiva, irrigação eficiente e preservação estrutural.

Referências selecionadas

  1. Krasner P, Rankow HJ. Anatomy of the pulp-chamber floor. Journal of Endodontics. 2004;30(1):5-16.

  2. Cleghorn BM, Christie WH, Dong CCS. Root and root canal morphology of the human permanent maxillary first molar: a literature review. Journal of Endodontics. 2006;32(9):813-821.

  3. Stropko JJ. Canal morphology of maxillary molars: clinical observations of canal configurations. Journal of Endodontics. 1999;25(6):446-450.

  4. Vertucci FJ. Root canal anatomy of the human permanent teeth. Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology.1984;58(5):589-599.

  5. Plotino G, Pameijer CH, Grande NM, Somma F. Ultrasonics in endodontics: a review of the literature. Journal of Endodontics. 2007;33(2):81-95.

  6. Patel S, Brown J, Pimentel T, Kelly RD, Abella F, Durack C. Cone beam computed tomography in Endodontics: a review of the literature. International Endodontic Journal. 2019;52(8):1138-1152.

Sobre o autor


Marco Aurélio Gagliardi Borges de terno azul e gravata azul claro, com expressão neutra, braços cruzados. Fundo preto.

Prof. Dr. Marco Aurélio Gagliardi Borges é cirurgião-dentista, especialista, mestre e doutor em Endodontia. Professor de pós-graduação e autor da EndoToday, atua na interface entre prática clínica, ensino e produção de conteúdo técnico-científico, com foco em diagnóstico, tomada de decisão e Endodontia baseada em evidências. Seus artigos buscam traduzir a literatura científica em conteúdo aplicável, claro e clinicamente relevante para cirurgiões-dentistas em diferentes níveis de formação. Saiba mais sobre o autor: quem somos.


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