Abertura coronária em molares inferiores: anatomia, técnica e erros comuns
- Prof. Dr. Marco Aurélio Gagliardi Borges

- há 4 horas
- 12 min de leitura

Molares inferiores parecem, à primeira vista, mais previsíveis do que molares superiores. Em muitos casos, o clínico espera encontrar dois canais mesiais e um canal distal. Essa expectativa, embora frequente, pode se tornar perigosa quando vira automatismo.
A abertura coronária em molares inferiores exige leitura anatômica cuidadosa. A câmara pulpar costuma apresentar maior dimensão mesiodistal, raízes mesial e distal com comportamentos diferentes, possibilidade de canais adicionais, variações no sistema distal e risco importante de perfuração de furca quando a profundidade não é controlada.
O erro não está apenas em abrir demais. Também está em abrir pouco, deixar teto remanescente, não ler o assoalho, não investigar o istmo mesial, não suspeitar de canal médio-mesial e considerar o acesso concluído antes de confirmar se todos os canais prováveis foram avaliados.
Em molares inferiores, a abertura coronária segura não é uma cavidade padronizada. É uma decisão anatômica que precisa respeitar a dimensão mesiodistal, a região de furca, os canais mesiais, o sistema distal e as possíveis variações do assoalho.
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O que é a abertura coronária em molares inferiores?
A abertura coronária em molares inferiores é o acesso realizado para alcançar a câmara pulpar, remover completamente o teto, preservar e interpretar o assoalho, localizar os canais radiculares e criar uma trajetória segura para instrumentação, irrigação, desinfecção e obturação.
Nos molares inferiores, a anatomia mais frequente envolve duas raízes:
Raiz | Canais mais comuns | Observação clínica |
Raiz mesial | Mesiovestibular e mesiolingual | Pode apresentar istmo e canal médio-mesial |
Raiz distal | Canal distal único ou dois canais distais | Pode ser amplo, ovalado ou apresentar divisão |
Região de furca | Área crítica de segurança | Perfuração pode comprometer gravemente o prognóstico |
O acesso deve permitir visualização adequada do assoalho e entrada dos instrumentos sem deflexão excessiva, mas sem remoção desnecessária de dentina cervical ou desgaste em direção à furca.
Respostas rápidas sobre abertura coronária em molares inferiores
Pergunta | Resposta objetiva |
Qual é o objetivo da abertura em molares inferiores? | Acessar a câmara, remover o teto, preservar o assoalho e localizar os canais mesiais e distais. |
Qual é o formato clássico do acesso? | Geralmente trapezoidal ou retangular arredondado, respeitando a dimensão mesiodistal da câmara. |
Quantos canais um molar inferior costuma ter? | Frequentemente três ou quatro, mas pode haver variações, como canal médio-mesial ou dois canais distais. |
O canal médio-mesial deve ser investigado? | Sim, especialmente quando há sulco ou istmo entre os canais mesiovestibular e mesiolingual. |
Qual é o maior risco anatômico? | Perfuração de furca ou desgaste excessivo cervical, principalmente quando a profundidade não é controlada. |
O assoalho deve ser desgastado? | Não de forma aleatória. Ele deve ser limpo, preservado e interpretado como mapa anatômico. |
Quando considerar CBCT? | Em casos de anatomia incerta, retratamento, calcificação, suspeita de canal adicional, perfuração ou falha prévia. |

Ponto-Chave Endotoday
Em molares inferiores, a segurança está em respeitar a direção dos canais e a proximidade da furca.
1. Por que molares inferiores merecem atenção especial?
Molares inferiores são frequentemente tratados como dentes “mais previsíveis” do que molares superiores. Essa percepção pode levar a um erro importante: o clínico entra no dente esperando encontrar uma anatomia simples e deixa de investigar variações relevantes.
A abertura em molares inferiores precisa permitir:
remoção completa do teto;
visualização clara do assoalho;
localização do canal mesiovestibular;
localização do canal mesiolingual;
avaliação do istmo mesial;
investigação de canal médio-mesial;
localização do canal distal;
investigação de dois canais distais quando houver suspeita;
entrada passiva dos instrumentos;
irrigação eficiente;
preservação da dentina cervical;
proteção da região de furca.
O erro clássico é considerar o acesso concluído após localizar dois canais mesiais e um distal, sem avaliar o assoalho de forma crítica.
2. Anatomia da câmara pulpar em molares inferiores
A câmara pulpar dos molares inferiores tende a apresentar maior dimensão mesiodistal. Isso significa que o acesso geralmente precisa respeitar a disposição entre raiz mesial e raiz distal.
No assoalho, os orifícios costumam se organizar em uma configuração que pode variar entre triangular, trapezoidal ou retangular arredondada, conforme o número de canais e a anatomia da câmara.
Em geral, o clínico deve procurar:
canal mesiovestibular;
canal mesiolingual;
canal distal;
possível segundo canal distal;
possível canal médio-mesial;
istmos ou sulcos entre os canais.
O assoalho deve ser preservado e interpretado como mapa anatômico. Ele pode mostrar linhas de desenvolvimento, diferenças de cor, depressões, sulcos e orifícios que orientam a busca.

3. Formato do acesso: trapezoidal, retangular ou anatômico?
O acesso em molares inferiores é frequentemente descrito como trapezoidal ou retangular arredondado. Essa descrição é útil para ensinar, mas não deve virar uma regra rígida.
O formato final deve ser consequência da anatomia.
Formato do acesso | Quando pode ser adequado | Risco se mal indicado |
Trapezoidal | Quando há dois canais mesiais e um ou dois distais | Pode ser insuficiente se houver variação anatômica |
Retangular arredondado | Quando há maior dimensão mesiodistal e necessidade de explorar distal | Pode remover estrutura em excesso se não houver critério |
Conservador orientado | Quando preserva estrutura sem perder leitura do assoalho | Pode falhar se limitar localização e irrigação |
Anatômico individualizado | Quando o acesso é adaptado ao dente real | Exige planejamento, imagem e leitura clínica |
A pergunta correta não é:
“Qual desenho devo fazer?”
A pergunta correta é:
“Qual acesso este molar inferior exige para que eu consiga localizar, instrumentar, irrigar e preservar com segurança?”

4. Planejamento radiográfico antes da abertura
A radiografia periapical deve ser analisada com atenção antes de qualquer desgaste.
Em molares inferiores, observe:
profundidade da câmara;
volume pulpar;
presença de calcificação;
inclinação do dente;
comprimento das raízes;
curvatura da raiz mesial;
curvatura da raiz distal;
proximidade da furca;
restaurações extensas;
coroas protéticas;
pinos ou núcleos;
lesões periapicais;
suspeita de canais não tratados;
largura da raiz distal;
sinais de dois canais distais;
estreitamento ou desaparecimento da imagem do canal;
possível necessidade de radiografia angulada;
possível indicação de CBCT.
Radiografias anguladas podem ajudar a dissociar canais mesiais e distais, especialmente quando há sobreposição ou suspeita de variação anatômica.
Quando a radiografia não responde uma pergunta que mudaria a conduta, a CBCT pode ser considerada.
A pergunta decisiva é:
Que decisão clínica essa imagem pode modificar?

5. Ponto de entrada e controle de profundidade
O ponto de entrada em molares inferiores deve respeitar a anatomia interna provável, e não apenas a aparência externa da coroa.
Em dentes restaurados, inclinados, girovertidos ou com coroa protética, a coroa clínica pode enganar. Nesses casos, a radiografia, a junção cemento-esmalte, o longo eixo real do dente e a posição esperada da câmara tornam-se referências mais confiáveis.
A perda de profundidade é um risco grave. Em molares inferiores, o excesso de desgaste no sentido apical pode levar à perfuração de furca.
A progressão segura segue uma lógica simples:
estimar profundidade na radiografia;
iniciar o desgaste com direção planejada;
avançar em etapas;
irrigar;
aspirar;
secar;
reavaliar;
comparar com a imagem;
continuar apenas se houver referência anatômica.
A broca não deve descobrir a profundidade no improviso.
A profundidade deve ser planejada antes da broca.

6. Remoção completa do teto
A remoção incompleta do teto é uma das principais causas de falha na abertura de molares inferiores.
Teto remanescente pode:
esconder canais mesiais;
limitar a leitura do canal distal;
dificultar a investigação do canal médio-mesial;
impedir a entrada passiva das limas;
prejudicar a irrigação;
manter tecido pulpar residual;
causar sangramento persistente;
dar falsa impressão de câmara estreita;
obrigar o operador a desgastar onde não deveria.
A regra permanece:
o teto deve ser removido; o assoalho deve ser preservado.
Quando o teto fica, o operador perde visão.
Quando o assoalho é desgastado sem critério, o operador perde o mapa.

7. Leitura do assoalho em molares inferiores
Após remover o teto, a câmara deve ser irrigada, aspirada e seca. Só então o assoalho pode ser interpretado.
Observe:
diferença de cor entre parede e assoalho;
linhas de desenvolvimento;
sulco entre mesiovestibular e mesiolingual;
possível istmo mesial;
depressões anatômicas;
posição do canal distal;
possível segundo canal distal;
simetria dos orifícios;
calcificações;
dentina secundária;
áreas de transição entre parede e assoalho.
As Leis de Krasner e Rankow ajudam a lembrar que os orifícios tendem a estar nas junções entre parede e assoalho ou nos pontos terminais das linhas de desenvolvimento.
Em molares inferiores, essa leitura é particularmente importante na raiz mesial, onde istmos e canais adicionais podem passar despercebidos.

8. Canais mesiais: MV, ML e canal médio-mesial
A raiz mesial dos molares inferiores merece atenção especial.
Os canais mesiovestibular e mesiolingual são esperados, mas o espaço entre eles não deve ser ignorado. O sulco ou istmo mesial pode abrigar comunicação, depressão anatômica ou canal médio-mesial.
O canal médio-mesial não deve ser procurado com desgaste agressivo.
Ele deve ser investigado com método:
localizar MV e ML;
limpar e secar a câmara;
observar o sulco entre MV e ML;
usar magnificação;
explorar com delicadeza;
remover dentina seletivamente com ultrassom quando indicado;
confirmar com instrumento fino;
avaliar se há entrada real ou apenas istmo;
evitar desgaste em direção à furca.
Nem todo sulco é canal.
Mas todo sulco merece leitura.

9. Sistema distal: um canal amplo ou dois canais?
A raiz distal dos molares inferiores pode apresentar um canal único amplo, um canal ovalado ou dois canais distintos.
O erro comum é localizar uma entrada distal ampla e considerar que toda a anatomia distal está resolvida.
Sinais que sugerem dois canais distais:
raiz distal larga;
entrada distal ovalada;
linha de desenvolvimento no assoalho;
instrumento desviando para vestibular ou lingual;
sangramento em dois pontos;
radiografia sugerindo divisão;
dificuldade de limpeza em canal distal ovalado;
persistência de debris ou tecido em uma região da câmara.
Quando houver suspeita, o acesso deve permitir investigação vestibulolingual do sistema distal, sem ampliar desnecessariamente a região cervical.

10. Buscar canais adicionais sem destruir estrutura
A busca por canais adicionais em molares inferiores deve seguir a mesma lógica de toda abertura segura: observar antes de desgastar.
A sequência clínica pode ser:
remover teto completamente;
limpar e secar a câmara;
localizar os canais principais;
observar sulcos e linhas de desenvolvimento;
usar magnificação;
explorar com sonda ou explorador;
usar ultrassom seletivo quando indicado;
confirmar com lima fina;
reavaliar com radiografia ou CBCT quando necessário.
O erro é transformar suspeita anatômica em desgaste indiscriminado.
O canal adicional deve ser procurado por leitura anatômica, não por escavação.

11. Instrumentais úteis em molares inferiores
Instrumento | Função clínica |
Broca esférica | Penetração inicial e remoção controlada de estrutura |
Broca Endo-Z | Refinamento de paredes e remoção do teto |
Pontas ultrassônicas | Remoção seletiva de dentina e exploração de sulcos |
Explorador endodôntico | Confirmação tátil de depressões e orifícios |
Irrigação e aspiração | Limpeza da câmara para leitura anatômica |
Magnificação | Visualização do assoalho, istmos e canais adicionais |
CBCT | Planejamento em casos de anatomia incerta ou retratamento |
Instrumento não substitui raciocínio.
Instrumento executa raciocínio.
12. Erros comuns na abertura de molares inferiores
Erro | Consequência | Como evitar |
Acesso pequeno demais | Canais não localizados e irrigação limitada | Ampliar com critério quando a anatomia exigir |
Acesso amplo demais | Perda estrutural e enfraquecimento | Preservar dentina cervical |
Não remover todo o teto | Assoalho mal visualizado | Confirmar remoção completa antes de buscar canais |
Desgastar o assoalho sem critério | Perda de mapa anatômico ou perfuração | Ler antes de remover |
Não investigar istmo mesial | Canal médio-mesial ou comunicação não percebida | Usar magnificação e exploração delicada |
Ignorar dois canais distais | Canal não tratado | Avaliar raiz distal e entrada ovalada |
Perder controle de profundidade | Perfuração de furca | Estimar profundidade e reavaliar constantemente |
Confiar apenas na coroa restaurada | Acesso desviado | Usar radiografia, JCE e eixo radicular |
Usar ultrassom agressivamente | Desgaste excessivo | Remoção seletiva sob visão |
Confundir preservação com insuficiência | Acesso que não permite tratar | Preservar sem perder função clínica |

13. Checklist clínico para molares inferiores
Antes de considerar a abertura concluída, pergunte:
O diagnóstico pulpar e periapical está definido?
A radiografia foi analisada com atenção?
A profundidade da câmara foi estimada?
A relação com a furca foi considerada?
O dente está inclinado ou restaurado?
A referência da JCE foi considerada?
O teto foi completamente removido?
O assoalho está limpo, seco e visível?
O canal mesiovestibular foi localizado?
O canal mesiolingual foi localizado?
O istmo mesial foi investigado?
Há suspeita de canal médio-mesial?
O canal distal foi localizado?
Há suspeita de dois canais distais?
Há deflexão excessiva dos instrumentos?
O acesso permite irrigação eficiente?
A dentina pericervical foi preservada?
Existe risco de perfuração de furca?
Há calcificação?
Há indicação de ultrassom?
Há indicação de CBCT?
O acesso permite restauração futura previsível?
Todos os canais prováveis foram investigados?

Síntese clínica: pontos essenciais para levar à clínica
A abertura coronária em molares inferiores exige equilíbrio entre acesso, anatomia e preservação.
O clínico deve:
planejar antes da broca;
estimar profundidade;
respeitar a dimensão mesiodistal;
remover completamente o teto;
preservar e interpretar o assoalho;
localizar canais mesiais e distais;
investigar istmos e canais adicionais;
proteger a região de furca;
usar magnificação e ultrassom quando indicados;
considerar CBCT quando a anatomia não estiver clara;
avaliar se o acesso permite instrumentar, irrigar e restaurar com segurança.
Acesso conservador não pode ser sinônimo de acesso insuficiente.
E acesso amplo não pode ser sinônimo de acesso seguro.
Em molares inferiores, a abertura coronária segura é aquela que permite ler o assoalho, localizar os canais principais, investigar variações anatômicas e proteger a região de furca sem destruir estrutura desnecessariamente.
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A abertura coronária em molares inferiores mostra que localizar canais não é apenas uma questão de habilidade manual. É consequência de diagnóstico, planejamento, leitura do assoalho, controle de profundidade, magnificação, instrumentais bem indicados e suspeita ativa de variações anatômicas.
Na EndoToday, trabalhamos a Endodontia como uma sequência de decisões clínicas: diagnóstico, anatomia, planejamento, abertura coronária, localização de canais, instrumentação, irrigação e controle biológico.
Se você deseja desenvolver mais segurança na execução clínica, evitar canais não tratados e aprender a conduzir molares com mais previsibilidade, acompanhe as trilhas de estudo da EndoToday e conheça nossas formações presenciais.

FAQ — Abertura coronária em molares inferiores
Qual é o objetivo da abertura coronária em molares inferiores?
O objetivo é acessar a câmara pulpar, remover completamente o teto, preservar e interpretar o assoalho, localizar os canais mesiais e distais, investigar variações anatômicas e criar uma trajetória segura para instrumentação, irrigação e obturação.
Qual é o formato do acesso em molares inferiores?
O acesso em molares inferiores costuma ser trapezoidal ou retangular arredondado, respeitando a maior dimensão mesiodistal da câmara. Porém, o formato final deve ser adaptado à anatomia real do dente.
Quantos canais um molar inferior costuma ter?
Molares inferiores frequentemente apresentam três ou quatro canais, geralmente dois mesiais e um ou dois distais. Também podem apresentar variações, como canal médio-mesial ou sistemas distais ovalados.
O que é canal médio-mesial?
O canal médio-mesial é uma possível variação anatômica localizada entre os canais mesiovestibular e mesiolingual da raiz mesial dos molares inferiores. Ele deve ser investigado quando há sulco, istmo ou depressão entre os canais mesiais.
O assoalho da câmara deve ser desgastado?
O assoalho não deve ser desgastado aleatoriamente. Ele deve ser limpo, preservado e interpretado como mapa anatômico. Remoções seletivas podem ser feitas quando guiadas por anatomia.
Qual é o maior risco na abertura de molares inferiores?
Um dos maiores riscos é a perfuração de furca, especialmente quando o operador perde controle de profundidade ou desgasta em direção apical sem referência anatômica.
Como evitar perfuração de furca em molares inferiores?
Para evitar perfuração de furca, o clínico deve estimar a profundidade da câmara, avançar em etapas, irrigar, secar, reavaliar, preservar o assoalho e evitar desgaste apical sem referência.
Quando suspeitar de dois canais distais?
A suspeita aumenta quando a raiz distal é larga, a entrada distal é ovalada, há sangramento em dois pontos, instrumento desviando para vestibular ou lingual ou radiografia sugerindo divisão.
Quando usar ultrassom em molares inferiores?
O ultrassom pode ser usado para remover dentina seletivamente, explorar istmos, refinar paredes, remover calcificações e auxiliar na busca por canais adicionais sob magnificação.
Quando considerar CBCT em molares inferiores?
A CBCT pode ser considerada em casos de anatomia incerta, retratamento, calcificação, suspeita de canal adicional, suspeita de perfuração, lesão persistente ou falha endodôntica prévia.
Referências selecionadas
Krasner P, Rankow HJ. Anatomy of the pulp-chamber floor. Journal of Endodontics. 2004;30(1):5-16.
Vertucci FJ. Root canal anatomy of the human permanent teeth. Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology.1984;58(5):589-599.
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Plotino G, Pameijer CH, Grande NM, Somma F. Ultrasonics in endodontics: a review of the literature. Journal of Endodontics. 2007;33(2):81-95.
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Sobre o autor

Prof. Dr. Marco Aurélio Gagliardi Borges é cirurgião-dentista, especialista, mestre e doutor em Endodontia. Professor de pós-graduação e autor da EndoToday, atua na interface entre prática clínica, ensino e produção de conteúdo técnico-científico, com foco em diagnóstico, tomada de decisão e Endodontia baseada em evidências. Seus artigos buscam traduzir a literatura científica em conteúdo aplicável, claro e clinicamente relevante para cirurgiões-dentistas em diferentes níveis de formação. Saiba mais sobre o autor: quem somos.
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Ensinamos a cuidar de pacientes.
Endotoday - Endodontia com diagnóstico, ciência e tomada de decisão clínica.
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