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Urgências Endodônticas: diagnóstico da dor e conduta clínica passo a passo (Guia 2.0)

Atualizado: há 3 dias

Urgência


Resposta em 20 segundos (para a “cadeira quente”)

  • Prioridade: controle local do foco (acesso/drenagem quando indicada) + analgesia racional.

  • Antibiótico: não é rotina; é adjuvante quando houver sinais sistêmicos/disseminação ou risco aumentado.

  • Erro crítico: prescrever antibiótico para “substituir” intervenção local.

As urgências endodônticas representam um dos cenários clínicos mais desafiadores da Odontologia: dor intensa, pressão por alívio imediato, risco de decisões precipitadas e, frequentemente, falhas de anestesia e prescrições inadequadas. O objetivo deste HUB é oferecer um algoritmo clínico prático, mas sustentado por diretrizes e evidências atuais, para orientar o cirurgião-dentista desde a triagem até a conduta local e o manejo medicamentoso racional.

Selo

Diretrizes internacionais convergem em um princípio central: na maioria das urgências endodônticas, a prioridade é a intervenção local (tratamento operatório) e não o antibiótico. Antibióticos são adjuvantes e indicados em situações específicas, sobretudo quando há sinais sistêmicos ou disseminação. Referências-chave:


Imersão Emergência Endodôntica (Abril/2026 • Presencial AORP Ribeirão Preto–SP — informações no WhatsApp:



como resolver uma urgência

Como usar este POST (em 2 minutos)

  • Se você está no consultório com “cadeira quente”, siga o Algoritmo em 7 passos.

  • Se precisa aprofundar um ponto, utilize os links dos satélites (boxes “Leia também”).

  • Ao final, utilize a FAQ para dúvidas recorrentes e para padronizar condutas na equipe.


Algoritmo clínico em 7 passos para urgência endodôntica


Passo 1 — Triagem de risco e sinais de alarme (primeiros 60–90 segundos)


Antes de qualquer procedimento, identifique sinais de gravidade que exigem conduta ampliada (e, em alguns casos, encaminhamento médico/hospitalar):


Sinais de alarme:

  • febre, calafrios, mal-estar importante

  • edema difuso e progressivo (celulite), assimetria facial crescente

  • trismo importante, disfagia, dificuldade respiratória

  • sinais de disseminação para espaços faciais

  • imunossupressão relevante ou comorbidades descompensadas


Conduta geral: em presença de sinais sistêmicos/disseminação, o antibiótico pode ser indicado como adjuvante, porém nunca substitui a necessidade de controle local do foco (drenagem, limpeza e descompressão quando indicadas).

triagem

Passo 2 — Anamnese dirigida (as perguntas que mudam o diagnóstico)


Faça perguntas objetivas, com foco em padrão de dor e gatilhos:

  • Dor provocada ou espontânea ?

  • Dor ao frio e duração após o estímulo (segundos vs minutos)?

  • Dor ao calor? Alívio com frio?

  • Dor ao mastigar/percutir? Sensação de “dente alto”?

  • Dor localizada ou difusa/referida?

  • História de trauma, restaurações profundas, retratamento, bruxismo/trinca?

  • Uso prévio de analgésicos/anti-inflamatórios/antibióticos e alergias?

Em urgência, a anamnese não é “completa” — ela é direcionada para decisão rápida.
anamnese dirigida

Passo 3 — Exame clínico objetivo (sequência recomendada)


Siga uma sequência padrão para reduzir erro diagnóstico:

  1. Inspeção: cárie profunda, restauração infiltrada, fratura/trinca, fístula, edema.

  2. Palpação (vestíbulo/mucosa) e avaliação do edema.

  3. Percussão vertical e horizontal.

  4. Teste de mordida (suspeita de trinca).

  5. Sondagem periodontal focal (lesão endo-perio/fratura radicular).

  6. Testes pulpares: frio e/ou elétrico, sempre comparando com dente controle.


Leitura crítica: radiografia isolada pode subestimar inflamação pulpar. O fechamento diagnóstico em urgência exige testes de sensibilidade.


exame objetivo

Post recomendado (diagnóstico pulpar):


Passo 4 — Exame de imagem: RX periapical (e quando CBCT entra)

  • Faça RX periapical com angulações diferentes quando necessário.

  • Considere CBCT quando houver: suspeita de trinca/fratura, anatomia complexa, reabsorções, lesões extensas, falhas diagnósticas persistentes ou necessidade de planejamento avançado.

Post recomendado


Passo 5 — Fechamento diagnóstico rápido (matriz clínica prática)

A conduta muda radicalmente conforme o eixo polpa vital inflamada vs polpa necrótica infectada.


Cenário A — Polpa vital inflamada (frequentemente pulpite irreversível)


Padrões comuns:

  • teste ao frio geralmente positivo e frequentemente prolongado/intenso

  • dor espontânea, difícil de localizar, pode piorar ao deitar

  • radiografia pode ser normal ou pouco expressiva no início


Objetivo da urgência: reduzir estímulo inflamatório e descompressão quando indicada, com controle efetivo da dor.


Condutas operatórias possíveis (dependem do caso e do plano definitivo):


Urgência em Biopulpectomia — Protocolo clínico (passo a passo revisado)

fluxograma de pulpite

1) Diagnóstico e decisão de urgência (antes da turbina)


  • Confirmar quadro compatível com pulpite irreversível: dor espontânea, dor persistente a frio/calor, dor noturna, alívio parcial com analgésico, etc.

  • Testes: frio, percussão, palpação, sondagem periodontal seletiva, radiografia (e CBCT se suspeita anatômica/iatrogenia).

  • Objetivo declarado ao paciente: “Hoje vamos controlar a dor e remover o tecido inflamado; o tratamento definitivo pode ser concluído hoje ou na próxima sessão, dependendo das condições.”


2) Anestesia “de urgência” (estratégia para pulpite)

  • Anestesia profunda é a chave do sucesso.

  • Em pulpite, bloqueios podem falhar; tenha plano B:


    • suplementação intraligamentar,

    • intrapulpar (se necessário; técnica e pressão corretas),

    • reforço infiltrativo quando aplicável.


  • Evitar “insistir no acesso” com anestesia incompleta — isso é a principal fonte de trauma e aversão do paciente.


3) Isolamento absoluto e acesso conservador


  • Isolamento absoluto obrigatório.

  • Acesso com foco em:


    • localizar todos os canais,

    • evitar degraus e perfurações,

    • criar um “corredor” que permita instrumentação com controle.


4) Pulpotomia coronária (quando indicado) ou pulpectomia imediata


  • Em urgência, você tem dois caminhos tecnicamente corretos:

    A) Pulpotomia coronária (controle rápido de dor e sangramento; útil quando tempo é curto)

    B) Pulpectomia (remoção completa da polpa radicular no mesmo atendimento)

  • Em biopulpectomia, pulpotomia é subestimada: se bem feita e bem selada, alivia dor de forma robusta e segura.


5) Determinação do comprimento de trabalho e preparo inicial


  • Sempre que possível:

    • obter comprimento de trabalho com localizador foraminal + confirmação radiográfica quando necessário.

  • Remover polpa radicular com técnica progressiva, sem “arrancar” tecido:

    • criação de glide path suave quando indicado,

    • instrumentação compatível com anatomia (sem forçar).


6) Irrigação: segura, mas “sem exagero químico”


  • Em polpa vital, o foco é lavar, remover debris e controlar sangramento, não “desinfecção de necrose”.

  • Irrigação recomendável:

    • NaOCl (concentração usual do seu protocolo, indico a 2,5%), com técnica segura (agulha lateral, sem travar).

    • Pode alternar com soro/água destilada para conforto e controle.

  • Ativação pode ser útil, mas sem agressividade, porque a dor é o parâmetro crítico aqui.


7) Decisão: concluir o tratamento hoje ou agendar (com critério)


Concluir hoje se:

  • anestesia estável,

  • canais negociados e preparados de forma adequada,

  • controle de sangramento e umidade,

  • tempo clínico suficiente para obturação com qualidade.


Adiar (segunda sessão) se:


  • anestesia instável,

  • hemorragia intrarradicular persistente que impede preparo/obturação segura,

  • dificuldade anatômica (calcificações, canais adicionais suspeitos, etc.),

  • necessidade de tempo para instrumentar com previsibilidade.


8) Medicação intracanal e selamento (se NÃO obturar no mesmo dia)


Opção preferencial :

hidróxido de cálcio


  • Indicação: se você vai manter o dente aberto por sessão futura e quer um curativo de baixa controvérsia.

  • Ação esperada aqui é mais “controle biológico e estabilidade do meio” do que “desinfecção profunda”.


Erro clássico: tentar resolver pulpite com antibiótico. Diretrizes não sustentam antibiótico para dor pulpar sem sinais sistêmicos.
polpa vital

Cenário B — Polpa necrótica / infecção endodôntica (com ou sem abscesso)


Padrões comuns:

  • testes pulpares frequentemente negativos

  • dor à percussão, sensação de “dente alto”

  • pode haver edema localizado e/ou fístula

  • radiolucidez periapical pode estar presente ou ausente (dependendo do tempo)


Objetivo da urgência: controle local do foco, redução de carga infecciosa e drenagem quando indicada. Condutas operatórias recomendadas:

  • acesso, irrigação e instrumentação inicial conservadora e segura

  • drenagem quando houver (via canal quando possível; incisão/drenagem quando indicada)

  • selamento provisório adequado e retorno programado para finalização



Necrose pulpar + abscesso (urgência endodôntica) — Protocolo clínico


fluxograma de necrose pulpar


1) Diagnóstico e estratificação do abscesso

Objetivo: distinguir o que é endodôntico (origem pulpar) e definir gravidade.

1.1. Coletar sinais e sintomas-chave

  • Dor intensa à mastigação/percussão, sensação de “dente alto”.

  • Edema localizado (vestibular/palatino/lingual) e/ou fístula.

  • Teste de sensibilidade pulpar negativo (frio/eletricidade), compatível com necrose.

  • Mobilidade e sondagem: excluir fratura/lesão periodontal primária.

1.2. Classificar a gravidade clínica

Abscesso localizado sem sinais sistêmicos

→ foco no controle local (drenagem + desinfecção + selamento).

Abscesso com sinais sistêmicos/risco de disseminação

→ considerar antibiótico adjuvante e possível encaminhamento:


  • febre, mal-estar, linfadenopatia, celulite difusa, trismo, disfagia, comprometimento de via aérea, imunossupressão, rápida progressão.

Ponto crítico: antibiótico não substitui drenagem e desinfecção intracanal.

2) Anestesia e controle do campo


  • Isolamento absoluto obrigatório (especialmente em infecção purulenta para controle de contaminação).

  • Anestesia pode falhar em ambiente ácido; em geral:

    • bloqueio + suplementações (infiltração, intraligamentar, intraóssea onde disponível).

  • Evitar “abrir sem anestesia adequada” — aumenta extrusão, dor pós-operatória e iatrogenias.

3) Acesso endodôntico e obtenção de drenagem

Objetivo: reduzir pressão/inflamação e criar via de escape.

3.1. Acesso e localização dos canais

  • Acesso amplo o suficiente para não travar irrigação e permitir aspiração.

  • Remover tecido necrótico e detritos coronários.

3.2. Drenagem por via intracanal (se houver exsudato)

Permitir drenagem passiva pelo canal, com:


    • irrigação suave,

    • aspiração frequente,

    • sem “ordenha apical”.

  • Se houver flutuação evidente em tecidos moles (edema flutuante):

    incisão e drenagem (I&D) pode ser indicada (quando você tem treinamento e condições), associada ao tratamento endodôntico.


Conduta a evitar: “deixar o dente aberto para drenar”. Isso aumenta reinfecção e piora prognóstico. O correto é drenar e selar.

4) Comprimento de trabalho e instrumentação (com segurança biológica)

Objetivo: reduzir carga microbiana sem empurrar conteúdo infectado para além do ápice.


  • Determinar comprimento de trabalho preferencialmente com localizador foraminal + radiografia quando necessário.

  • Instrumentação:


    • priorizar patência e glide path com delicadeza (quando indicado),

    • evitar instrumentação agressiva se há muita exsudação e dor: o foco da urgência é controle infeccioso e drenagem, não “preparo perfeito” a qualquer custo naquela sessão.


5) Irrigação: o “centro” do tratamento na necrose com abscesso

Princípios:


  • Irrigação abundante e renovada, baixa pressão, agulha lateral, sem travamento.

  • Em necrose infectada, a irrigação é determinante para redução bacteriana.

Sugestões operacionais (sem engessar concentração/volume):


  • Hipoclorito de sódio como irrigante principal (concentração de preferência do seu protocolo).

  • Se houver intenção de maximizar limpeza: ativação (sônica/ultrassônica) desde que não aumente risco de extrusão (controle do terço apical e recuo da ponta ativadora).


Ponto cego frequente: muitos “instrumentam demais” e “irrigam de menos”. Em necrose, o inverso costuma ser mais seguro: irrigar melhor e instrumentar com controle.

6) Medicação intracanal: hidróxido de cálcio (padrão em múltiplas sessões)


Se você não vai obturar no mesmo dia (situação comum em abscesso), o curativo mais defensável é:

6.1. Hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂)

Indicações fortes:


  • exsudato persistente,

  • abscesso com drenagem em curso,

  • necrose com lesão periapical,

  • retratamento infectado.


Racional: pH elevado e efeito antimicrobiano (com limitações conhecidas), além de ajudar na estabilização do meio entre sessões.


Aplicação (conceito):


  • preencher o canal com curativo, sem extrusão,

  • manter 7–14 dias conforme evolução clínica.


7) Selamento provisório: obrigatório e de alto padrão


Após drenagem, irrigação e curativo:


  • secagem,

  • barreira quando indicada,

  • restauração provisória com vedamento efetivo e espessura adequada.


Regra de ouro: urgência bem feita termina com selamento, nunca com “dente aberto”.
polpa necrótica

Passo 6 — Anestesia na urgência: protocolo para falhas (quando “não pega”)


Falha anestésica é comum em dor intensa por inflamação (pH reduzido/acidose e sensibilização periférica). A solução não é apenas “repetir o mesmo bloqueio”: é uma estratégia escalonada.


Estratégia escalonada (conceito clínico):

  1. técnica correta + tempo de latência + avaliação objetiva do efeito

  2. associação de técnicas complementares quando necessário

  3. anestesias suplementares (intraligamentar/intraóssea/intrapulpar) conforme indicação e segurança

  4. integração com o controle local do irritante (descompressão/remoção do fator causal), que frequentemente melhora a resposta anestésica


Post recomendado


anestesia

Passo 7 — Prescrição racional: o que é adjuvante e o que é erro

Analgesia/anti-inflamatório


A escolha deve considerar:

  • intensidade da dor

  • contraindicações (gastrintestinais, renais, cardiovasculares), alergias, interações medicamentosas

  • risco individual do paciente. Em geral, o manejo medicamentoso é adjuvante ao controle local.


Antibiótico em endodontia: quando considerar (síntese de diretrizes)

Antibiótico pode ser considerado quando houver:

  • sinais sistêmicos (febre/mal-estar) e/ou disseminação (celulite, edema progressivo)

  • risco aumentado (imunossupressão relevante)

  • impossibilidade temporária de realizar controle local adequado (situação excepcional e de curto prazo)

Não é indicado como rotina para dor pulpar, nem substitui drenagem/limpeza e controle local do foco.


Posts recomendados (antibiótico/abscesso):


antibiótico quando usar

Tabela decisória rápida (para reduzir erros na urgência)


Antibiótico: SIM ou NÃO?


NÃO (na maioria das urgências endodônticas):

  • dor pulpar (pulpite) sem sinais sistêmicos

  • dor à percussão/periodontite apical sintomática sem disseminação sistêmica

  • edema localizado pequeno, controlável com intervenção local e drenagem quando indicada


SIM (situações em que pode ser necessário como adjuvante):

  • febre/mal-estar, celulite, disseminação, edema progressivo

  • comprometimento sistêmico relevante/imunossupressão

  • risco de disseminação e incapacidade temporária de controle local imediato

Diretrizes e posicionamentos: AAE, ADA e ESE.

Dor pós-operatória e flare-up: prevenção e manejo


Dor pós-operatória e flare-up não são “fatalidades”; frequentemente são preveníveis com controle técnico (respeito ao comprimento de trabalho, redução de extrusão de detritos, irrigação segura, conduta local adequada e selamento provisório competente).


Posts recomendados (dor/flare-up):



Flare-up

Leia também:

Diagnóstico pulpar e armadilhas clínicas


fluxograma da emergência

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Se você quer transformar o protocolo de urgências em tomada de decisão clínica segura, com raciocínio, execução e manejo de casos reais, participe da imersão presencial.

Você vai dominar na prática:

  • diagnóstico em “cadeira quente” (dor ≠ diagnóstico)

  • anestesia em dor intensa (estratégias escalonadas)

  • abscesso agudo: drenagem e decisão de antibiótico com critério

  • prevenção e manejo da dor pós-operatória (flare-up)


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faq

FAQ — Perguntas frequentes sobre urgências endodônticas


1) Antibiótico resolve dor de pulpite?

Em geral, não. Pulpite é primariamente um processo inflamatório pulpar; a conduta efetiva é intervenção local e controle analgésico, não antibiótico, salvo exceções com sinais sistêmicos.

2) Falha anestésica é sinal de “técnica ruim”?

Nem sempre. Em dor intensa e inflamação, há fatores biológicos (acidose e sensibilização) que reduzem a eficácia. A solução é uma estratégia escalonada, combinando técnicas e controle local do irritante.

3) Dor à percussão significa “precisa de antibiótico”?

Não. Dor à percussão é um achado comum em periodontite apical sintomática e costuma responder à conduta operatória(controle local), sem necessidade de antibiótico quando não há sinais sistêmicos.

4) Abscesso sempre exige antibiótico?

Não. Abscesso pode exigir drenagem e controle local. Antibiótico é indicado principalmente quando há sinais sistêmicos, disseminação ou risco aumentado.

5) Quando devo solicitar CBCT na urgência?

Quando houver suspeita de trinca/fratura, anatomia complexa, reabsorções, lesões extensas, dúvida diagnóstica persistente ou necessidade de planejamento avançado.

6) Como reduzir risco de dor pós-operatória e flare-up?

Com técnica consistente: respeito ao comprimento de trabalho, irrigação segura, redução de extrusão de detritos, conduta local adequada e selamento provisório eficaz, além de analgesia adjuvante quando indicada.


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