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Microscópio e ultrassom na abertura coronária: quando a magnificação muda a decisão clínica

Atualizado: 4 de jul.

Texto em português sobre abertura coronária de alta precisão em endodontia, com foco de luz sobre um dente escuro.

A abertura coronária é uma das etapas em que pequenos detalhes anatômicos podem definir o sucesso ou o fracasso do tratamento endodôntico. Um sulco discreto no assoalho, uma diferença sutil de cor, um teto remanescente, uma calcificação parcial, uma entrada de canal escondida ou um desgaste milimétrico em direção errada podem mudar completamente o prognóstico do caso.

Nesse cenário, o microscópio operatório e o ultrassom não devem ser vistos como recursos de luxo.

Eles são ferramentas de precisão.

Mas existe um ponto essencial: nem microscópio, nem ultrassom substituem diagnóstico, anatomia e planejamento.

O microscópio melhora a visão.O ultrassom melhora o controle seletivo do desgaste.Mas quem decide onde observar e onde desgastar é o raciocínio clínico.

A mensagem central deste artigo é:

Magnificação e ultrassom não transformam um acesso mal planejado em um acesso seguro. Eles tornam mais precisa uma decisão anatômica bem planejada.

Navegação rápida dentro da Trilha de Abertura Coronária

Este artigo faz parte da Trilha EndoToday de Abertura Coronária em Endodontia.

Para entender o tema desde o início, leia o artigo central:

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Respostas rápidas sobre microscópio e ultrassom na abertura coronária

Pergunta

Resposta objetiva

O microscópio é obrigatório para toda abertura coronária?

Não. Mas aumenta muito a segurança em casos complexos, calcificados, retratamentos, molares e localização de canais adicionais.

O ultrassom substitui a broca?

Não. Ele complementa a broca, permitindo desgastes mais seletivos e controlados, principalmente após o acesso inicial.

Microscópio evita perfuração?

Ele pode reduzir o risco ao melhorar visualização, mas não evita acidentes se o operador perder o eixo, a profundidade ou desgastar sem planejamento.

Ultrassom pode causar acidentes?

Sim. Se usado sem visão, sem controle e sem objetivo anatômico, pode gerar desgaste excessivo, perfuração e enfraquecimento dentário.

Quando usar microscópio na abertura?

Quando houver dúvida anatômica, câmara reduzida, teto remanescente, canais não localizados, calcificação, coroa protética ou retratamento.

Quando usar ultrassom?

Para refinamento do acesso, remoção seletiva de teto, localização de sulcos, busca de canais, remoção de calcificações e abordagem de materiais em retratamento.

O microscópio melhora a localização do MV2?

Sim. Principalmente quando associado à leitura do assoalho, irrigação, secagem, ultrassom seletivo e exploradores adequados.

A magnificação muda a técnica?

Sim. Ela muda a postura: o clínico deixa de “procurar cavando” e passa a procurar interpretando.


Infográfico escuro com lente/microscópio central e texto sobre precisão: magnificação, ultrassom e planejamento anatômico.

1. Por que microscópio e ultrassom merecem um artigo próprio?

Microscópio e ultrassom aparecem frequentemente dentro da lista de instrumentais endodônticos. Mas, na abertura coronária, eles têm uma função mais profunda.

Eles não são apenas acessórios.

Eles mudam três pontos da decisão clínica:

  1. o que o clínico consegue ver;

  2. como o clínico remove dentina ou materiais;

  3. quando o clínico decide parar, reavaliar ou mudar a estratégia.

A abertura coronária convencional depende de uma combinação entre radiografia, anatomia, tato e visão direta. Em muitos casos, isso é suficiente.

Mas em situações de maior complexidade, a visão direta pode não revelar detalhes críticos, como:

  • sulcos de desenvolvimento;

  • diferença entre teto e assoalho;

  • pequenas áreas de calcificação;

  • entrada inicial de canais;

  • istmos;

  • linhas de fusão;

  • microbolhas;

  • mudança de cor dentinária;

  • canais adicionais;

  • perfurações pequenas;

  • degraus ou desvios em retratamentos.

O microscópio aumenta a capacidade de leitura.O ultrassom aumenta a seletividade da intervenção.

Essa combinação muda a abertura de um procedimento de desgaste para um procedimento de interpretação.

Infográfico escuro com lente central e 5 tópicos: ampliação do campo, luz coaxial, leitura de cores, mapeamento e controle.

2. Magnificação não é apenas aumentar a imagem

Um erro comum é pensar que magnificação significa apenas “ver maior”.

Na Endodontia, magnificação significa:

  1. ampliar o campo visual;

  2. melhorar iluminação coaxial;

  3. reduzir sombras;

  4. permitir leitura de cores;

  5. diferenciar teto, parede e assoalho;

  6. identificar sulcos e depressões;

  7. controlar a profundidade do desgaste;

  8. perceber pequenos desvios;

  9. localizar canais com menos remoção dentinária;

  10. documentar o caso.

A diferença clínica não está apenas no aumento.

Está na qualidade da decisão que a visão ampliada permite.

Um canal pode não estar “invisível”.Ele pode apenas estar fora da resolução visual do operador naquele momento.

Imagem dividida: à esquerda, broca cavando; à direita, canal dental azul sobre grade. Textos: O Passado e O Presente.

3. O microscópio na abertura coronária

O microscópio operatório oferece duas vantagens essenciais na abertura coronária:

  1. magnificação;

  2. iluminação coaxial.

A iluminação coaxial é particularmente importante porque leva luz diretamente para dentro da cavidade, reduzindo sombras e permitindo melhor leitura do assoalho da câmara.

Isso é decisivo para:

  • identificar teto remanescente;

  • diferenciar assoalho e paredes;

  • localizar sulcos;

  • observar mudança de cor;

  • buscar canais adicionais;

  • encontrar MV2;

  • avaliar calcificações;

  • identificar perfurações;

  • remover materiais sob visão.

Na prática, o microscópio muda a pergunta clínica.

Sem magnificação, o operador pensa:

“Onde está o canal?”

Com magnificação, a pergunta melhora:

“Que pista anatômica indica onde o canal deve estar?”

Essa mudança é enorme.

Slide escuro com tabela Lupa vs. Microscópio: A Plataforma de Precisão, comparando critérios e destacando o microscópio.

4. Lupa ou microscópio: qual a diferença clínica?

A lupa já melhora o desempenho visual em relação ao olho nu. Ela aumenta a imagem, melhora ergonomia e facilita procedimentos finos.

Mas o microscópio oferece vantagens adicionais:

Recurso

Lupa

Microscópio

Magnificação

Fixa ou limitada

Variável e maior

Iluminação

Dependente de fotóforo ou luz externa

Coaxial e direcionada

Ergonomia

Boa

Muito boa quando bem ajustado

Documentação

Limitada

Foto e vídeo com maior controle

Localização de canais complexos

Ajuda

Ajuda muito

Casos calcificados

Ajuda

Mais indicado

Retratamentos

Ajuda

Mais indicado

Ensino

Limitado

Excelente para demonstração


A lupa é uma ferramenta importante.O microscópio é uma plataforma de precisão.

O ponto crítico é: ambos precisam de método.

Magnificação sem anatomia apenas mostra melhor a dúvida.

5. Quando o microscópio realmente muda a abertura coronária?

O microscópio se torna especialmente valioso em situações como:

  1. molares superiores com suspeita de MV2;

  2. molares inferiores com istmo mesial;

  3. incisivos inferiores com suspeita de segundo canal;

  4. pré-molares com anatomia oval ou bifurcada;

  5. dentes calcificados;

  6. retratamentos;

  7. dentes com coroas protéticas;

  8. dentes com pinos;

  9. suspeita de perfuração;

  10. remoção seletiva de dentina;

  11. diferenciação entre teto e assoalho;

  12. localização de canais após acesso insuficiente;

  13. casos com sangramento persistente;

  14. análise de trincas, fraturas ou linhas suspeitas;

  15. documentação de casos clínicos e ensino.

A magnificação não deve ser reservada apenas para “casos difíceis”.

Quanto mais cedo o aluno aprende a ver melhor, mais cedo aprende a desgastar menos


Infográfico de dente comparando luz externa e luz coaxial; título A Magia da Iluminação Coaxial, fundo escuro.

.

6. O ultrassom na abertura coronária

O ultrassom tem um papel diferente da broca.

A broca corta com rotação.O ultrassom remove de maneira vibratória, mais seletiva e controlada, especialmente em áreas pequenas.

Na abertura coronária, o ultrassom pode ser usado para:

  1. remover teto remanescente;

  2. refinar paredes de acesso;

  3. desgastar dentina secundária;

  4. remover calcificações localizadas;

  5. explorar sulcos no assoalho;

  6. buscar MV2;

  7. remover pequenas obstruções;

  8. expor entrada de canais;

  9. remover material restaurador residual;

  10. abordar pinos ou núcleos em retratamentos;

  11. limpar istmos;

  12. melhorar leitura anatômica.

Mas o ultrassom exige critério.

Ele não deve ser usado “procurando canal” de forma aleatória.

O ultrassom deve ser usado com uma pergunta:

Que estrutura estou tentando remover, preservar ou expor?

Infográfico escuro com dente e instrumento, comparando ultrassom preciso e errado com X vermelho; texto: Ultrassom Não É Escavadeira.

7. Ultrassom não é escavadeira

Um dos maiores erros no uso do ultrassom é tratar a ponta ultrassônica como uma broca pequena.

Isso é perigoso.

A ponta ultrassônica pode desgastar dentina com precisão, mas também pode:

  • criar sulcos artificiais;

  • afinar paredes;

  • perfurar furca;

  • remover assoalho;

  • criar desvios;

  • gerar calor;

  • enfraquecer estrutura remanescente;

  • mascarar pistas anatômicas verdadeiras.

Por isso, o ultrassom deve seguir quatro princípios:

  1. visão direta;

  2. magnificação;

  3. toques leves e intermitentes;

  4. objetivo anatômico claro.

A regra EndoToday é simples:

Ultrassom sem visão vira desgaste. Ultrassom com anatomia vira precisão.

Infográfico em fundo escuro sobre quando usar ultrassom, com 4 etapas e alerta final sobre confirmar hipótese anatômica.

8. Onde usar ultrassom durante o acesso?

O ultrassom pode entrar em diferentes momentos da abertura coronária.

Momento clínico

Uso do ultrassom

Cuidado principal

Após penetração inicial

Refinar acesso e remover teto

Não tocar assoalho sem objetivo

Câmara parcialmente aberta

Remover teto remanescente

Preservar paredes críticas

Assoalho visível

Limpar sulcos e expor pistas anatômicas

Não criar sulcos artificiais

Suspeita de canal adicional

Desgaste seletivo em região provável

Não escavar aleatoriamente

Dente calcificado

Remover dentina secundária em pequenas etapas

Controlar profundidade

Retratamento

Remover materiais e refinar acesso

Avaliar risco de perfuração

Pino/núcleo

Auxiliar remoção com vibração controlada

Considerar risco de fratura


O ultrassom é mais seguro quando usado para confirmar uma hipótese anatômica, não para criar uma hipótese no escuro.

Infográfico médico com maxilar e pontos MV1, MV2 e Palatino; mostra sequência de localização e texto sobre magnificação e ultrassom.

9. Microscópio + ultrassom na localização do MV2

A busca pelo MV2 é um dos exemplos mais claros da importância da associação entre magnificação e ultrassom.

No primeiro molar superior, o MV2 costuma estar associado ao sulco entre o canal mesiovestibular e o palatino, geralmente em direção palatina ao MV1.

A sequência clínica deve ser:

  1. remover completamente o teto da câmara;

  2. irrigar e secar;

  3. observar o assoalho sob magnificação;

  4. identificar MV1 e palatino;

  5. avaliar o sulco MV1-palatino;

  6. usar explorador endodôntico;

  7. usar ultrassom seletivo se houver pista anatômica;

  8. explorar com lima fina #06, #08 ou #10;

  9. confirmar trajeto com localizador foraminal e radiografia;

  10. considerar CBCT em casos calcificados ou duvidosos.

O erro é começar desgastando antes de interpretar.

A magnificação ajuda a ver.O ultrassom ajuda a expor.A anatomia diz onde procurar.

Infográfico em português sobre dentes calcificados, com imagem ampliada de um dente e textos sobre diagnóstico e remoção.

10. Microscópio e ultrassom em dentes calcificados

Em dentes calcificados, a combinação microscópio-ultrassom pode ser decisiva.

Mas também pode ser perigosa se mal usada.

O microscópio ajuda a identificar:

  • mudança de cor dentinária;

  • pequenas linhas de orientação;

  • bolhas;

  • sulcos;

  • textura diferente;

  • remanescentes de câmara;

  • áreas de dentina secundária.

O ultrassom ajuda a remover seletivamente:

  • dentina calcificada;

  • teto remanescente;

  • obstruções coronárias;

  • calcificações localizadas;

  • barreiras de dentina secundária.

A sequência segura é:

  1. estimar profundidade na radiografia;

  2. considerar CBCT se a câmara não for visível;

  3. iniciar acesso com direção planejada;

  4. usar microscópio desde cedo;

  5. avançar em pequenos incrementos;

  6. irrigar e secar frequentemente;

  7. usar ultrassom com toques leves;

  8. explorar apenas quando houver pista anatômica;

  9. parar se a anatomia não fizer sentido.

Em dentes calcificados, insistência sem referência não é técnica.

É risco.

Slide médico com dente em corte e implante; texto sobre retratamentos, risco e benefício, em fundo escuro.

11. Microscópio e ultrassom em retratamento

No retratamento endodôntico, a abertura coronária acontece em uma anatomia já modificada.

O microscópio permite avaliar:

  • acesso anterior;

  • restos de material restaurador;

  • canais não tratados;

  • perfurações;

  • desvios;

  • teto remanescente;

  • cor do assoalho;

  • entrada de canais;

  • materiais obturadores;

  • trincas e fraturas suspeitas.

O ultrassom pode auxiliar em:

  • remoção de materiais;

  • refinamento do acesso;

  • exposição de canais;

  • remoção de calcificações;

  • abordagem de pinos;

  • remoção seletiva de cimento;

  • limpeza de istmos;

  • localização de perfurações.

Mas o retratamento exige cuidado especial: o dente já perdeu estrutura, já foi desgastado e pode ter fragilidade coronorradicular.

Portanto, o ultrassom deve ser usado com menor agressividade e maior planejamento.

No retratamento, a pergunta não é:

“Consigo remover?”

A pergunta é:

“Remover melhora o prognóstico ou aumenta o risco?”

Slide em português sobre o paradoxo da preservação, com curva azul-vermelha e textos sobre visão ideal e correção excessiva.

12. O microscópio ajuda a preservar estrutura?

Sim — quando usado com método.

O microscópio permite reduzir desgaste desnecessário porque aumenta a capacidade de identificar:

  1. onde termina o teto;

  2. onde começa o assoalho;

  3. onde há sulco anatômico;

  4. onde há dentina secundária;

  5. onde há entrada de canal;

  6. onde há risco de perfuração;

  7. onde o instrumento está defletindo.

Mas existe um paradoxo.

A magnificação pode induzir o clínico a “corrigir demais” pequenas irregularidades que não precisam ser removidas.

Por isso, a preservação estrutural não depende apenas de ver mais.

Depende de saber o que não precisa ser desgastado.

13. Erros comuns no uso do microscópio e ultrassom

Infográfico em tabela sobre erros, consequências e prevenção em odontologia, com fundo escuro e texto em destaque.

Erro

Consequência

Como prevenir

Usar microscópio sem planejamento

Apenas amplia a dúvida

Radiografia, anatomia e profundidade antes

Usar ultrassom sem magnificação

Desgaste descontrolado

Trabalhar sob visão direta

Procurar canal desgastando aleatoriamente

Perfuração ou enfraquecimento

Seguir pistas anatômicas

Desgastar o assoalho

Perda do mapa da câmara

Preservar cor, sulcos e depressões

Usar potência excessiva

Calor e desgaste excessivo

Toques leves e intermitentes

Não irrigar e secar

Campo sem leitura anatômica

Alternar irrigação, aspiração e secagem

Ignorar profundidade planejada

Perfuração

Medir antes e respeitar limite

Confundir calcificação com ausência de canal

Canal não localizado

Reavaliar imagem e considerar CBCT

Insistir quando a anatomia não faz sentido

Iatrogenia

Parar, radiografar ou solicitar CBCT


A tecnologia não elimina o erro.Ela pode reduzir ou ampliar o erro, dependendo da decisão do operador.

Slide escura de endodontia com título Checklist de Parada, lista em português e imagem de dente ao fundo.

14. Checklist clínico: microscópio e ultrassom na abertura coronária

Antes de usar microscópio e ultrassom, revise:

Diagnóstico e imagem

☐ O diagnóstico pulpar e periapical está definido?

☐ A radiografia foi interpretada antes da abertura?

☐ A profundidade da câmara foi estimada?

☐ A direção do eixo radicular foi planejada?

☐ Há necessidade de CBCT?

Magnificação

☐ O campo está bem iluminado?

☐ A magnificação está ajustada?

☐ O espelho está limpo?

☐ A câmara foi irrigada e seca?

☐ O teto remanescente foi identificado?

☐ O assoalho está preservado?

Ultrassom

☐ Existe objetivo claro para usar a ponta ultrassônica?

☐ A ponta está adequada ao local?

☐ A potência está controlada?

☐ O uso será leve e intermitente?

☐ O desgaste está sendo feito sob visão direta?

☐ O assoalho está sendo preservado?

Decisão de parada

☐ A anatomia ainda faz sentido?

☐ A profundidade planejada foi respeitada?

☐ Há risco de perfuração?

☐ É melhor parar e reavaliar?

☐ Uma nova imagem mudaria a conduta?

Use este checklist antes da próxima abertura coronária


A abertura coronária exige mais do que habilidade manual. Antes de iniciar o acesso, é preciso revisar diagnóstico, imagem, anatomia, profundidade, risco de perfuração, isolamento, instrumentais e decisão de parada.


Por isso, a EndoToday preparou um material gratuito para apoiar sua tomada de decisão clínica:


Checklist Clínico de Abertura Coronária — 18 decisões antes da broca.


Esse checklist foi criado para ser consultado antes de casos simples e, principalmente, antes de situações de maior risco, como dentes calcificados, retratamentos, coroas protéticas, pinos, suspeita de MV2/MB2, canais adicionais ou anatomia complexa.

15. Quando não insistir com ultrassom

O clínico deve parar quando:

  1. não há pista anatômica clara;

  2. a profundidade já foi atingida;

  3. o assoalho está sendo desgastado;

  4. a dentina está ficando excessivamente fina;

  5. há sangramento em posição inesperada;

  6. a direção não corresponde à imagem;

  7. o campo está sem visibilidade;

  8. o isolamento está comprometido;

  9. o caso exige CBCT antes de continuar;

  10. a tentativa está se tornando desgaste exploratório.

Parar não é fracasso técnico.

Parar é controle.

A Endodontia moderna exige capacidade de decidir, não apenas habilidade de executar.

Infográfico em fundo escuro com três círculos luminosos: microscópio, ultrassom e diagnóstico, sobre precisão clínica.

16. Síntese clínica

Microscópio e ultrassom elevam o nível da abertura coronária porque permitem maior precisão visual e desgaste mais seletivo.

Mas seu valor depende do raciocínio que os orienta.

O microscópio não diz onde está o canal.Ele ajuda a enxergar as pistas.

O ultrassom não encontra o canal sozinho.Ele ajuda a remover seletivamente o que impede a sua localização.

A anatomia continua sendo o mapa.A imagem continua sendo o planejamento.A técnica continua sendo a execução.

A frase final é:

O microscópio amplia a visão. O ultrassom refina o desgaste. Mas é o diagnóstico que orienta a decisão.

Continue estudando a Trilha de Abertura Coronária


Este artigo faz parte da Trilha EndoToday de Abertura Coronária, uma sequência organizada para estudar acesso endodôntico com diagnóstico, anatomia, imagem, técnica, preservação estrutural e segurança clínica.

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Quer usar tecnologia com método, e não apenas como recurso visual?

A abertura coronária parece simples até o caso deixar de ser simples.

Quando há calcificação, coroa protética, pino, retratamento, suspeita de canal adicional ou risco de perfuração, o que protege o dente não é apenas a habilidade manual. É o raciocínio clínico.

Na EndoToday, ensinamos Endodontia como integração entre diagnóstico, anatomia, imagem, tecnologia, técnica e tomada de decisão.

Conheça as próximas imersões e cursos presenciais da EndoToday.


Tela azul com FAQ, Perguntas Frequentes e Base científica. Respostas claras, com ícones de balão e ponto de interrogação.

FAQ — Microscópio e ultrassom na abertura coronária

O microscópio é obrigatório para fazer abertura coronária?

Não. Muitas aberturas podem ser realizadas com segurança sem microscópio. Porém, a magnificação aumenta a segurança em casos complexos, como dentes calcificados, retratamentos, molares, coroas protéticas e localização de canais adicionais.

O ultrassom substitui a broca na abertura coronária?

Não. A broca geralmente é usada para o acesso inicial e remoção de estruturas maiores. O ultrassom entra como recurso complementar para refinamento, remoção seletiva de teto, exposição de sulcos, busca de canais e atuação em áreas delicadas.

O microscópio ajuda a localizar o canal MV2?

Sim. O microscópio melhora a visualização do assoalho, dos sulcos e das diferenças de cor, aumentando a chance de localização do MV2 quando associado à anatomia, irrigação, secagem, ultrassom seletivo e exploração com limas finas.

O ultrassom pode causar perfuração?

Sim. O ultrassom pode causar desgaste excessivo, afinamento dentinário e perfuração quando usado sem visão direta, sem magnificação, com potência inadequada ou sem objetivo anatômico claro.

Quando devo usar ultrassom em dentes calcificados?

O ultrassom pode ser usado em dentes calcificados para remover dentina secundária ou calcificações localizadas em pequenos incrementos, sempre sob visão direta, com controle de profundidade e preferencialmente após planejamento radiográfico ou tomográfico.

O microscópio evita erros na abertura coronária?

O microscópio pode reduzir erros ao melhorar a visibilidade, mas não substitui planejamento. Ele ajuda a identificar teto remanescente, assoalho, sulcos, canais adicionais e sinais de risco, mas o operador ainda precisa respeitar diagnóstico, eixo e profundidade.

Qual é o maior erro ao usar ultrassom na abertura?

O maior erro é usar o ultrassom para “procurar canal” de forma aleatória. O uso correto deve ser orientado por pistas anatômicas, imagem, profundidade e hipótese clínica.

Em retratamentos, microscópio e ultrassom são indicados?

Sim. Em retratamentos, eles são muito úteis para avaliar acesso prévio, localizar canais não tratados, remover materiais, abordar pinos, identificar perfurações e preservar estrutura remanescente.

Microscópio e ultrassom permitem fazer acessos mais conservadores?

Eles podem ajudar na preservação estrutural, mas não justificam acessos insuficientes. O objetivo continua sendo acesso suficiente: localizar canais, remover teto, ler o assoalho, instrumentar, irrigar e restaurar com segurança.

Qual é a principal mensagem clínica sobre microscópio e ultrassom na abertura coronária?

A principal mensagem é que microscópio e ultrassom aumentam precisão, mas não substituem raciocínio clínico. A tecnologia só é segura quando guiada por diagnóstico, anatomia, imagem e controle de profundidade.

Referências selecionadas

  1. Carr GB, Murgel CAF. The use of the operating microscope in endodontics. Dental Clinics of North America. 2010;54(2):191-214.

  2. Kim S, Baek S. The microscope and endodontics. Dental Clinics of North America. 2004;48(1):11-18.

  3. Plotino G, Pameijer CH, Grande NM, Somma F. Ultrasonics in endodontics: a review of the literature. Journal of Endodontics. 2007;33(2):81-95.

  4. Ruddle CJ. Microendodontics: identification and treatment of MBII canals. Dentistry Today. 1997.

  5. Krasner P, Rankow HJ. Anatomy of the pulp-chamber floor. Journal of Endodontics. 2004;30(1):5-16.

  6. Vertucci FJ. Root canal anatomy of the human permanent teeth. Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology. 1984;58(5):589-599.

  7. Patel S, Brown J, Pimentel T, Kelly RD, Abella F, Durack C. Cone beam computed tomography in Endodontics: a review of the literature. International Endodontic Journal. 2019;52(8):1138-1152.

  8. American Association of Endodontists. Glossary of Endodontic Terms. American Association of Endodontists.

Sobre o autor


Marco Aurélio Gagliardi Borges de terno azul e gravata azul claro, com expressão neutra, braços cruzados. Fundo preto.

Prof. Dr. Marco Aurélio Gagliardi Borges é cirurgião-dentista, especialista, mestre e doutor em Endodontia. Professor de pós-graduação e autor da EndoToday, atua na interface entre prática clínica, ensino e produção de conteúdo técnico-científico, com foco em diagnóstico, tomada de decisão e Endodontia baseada em evidências. Seus artigos buscam traduzir a literatura científica em conteúdo aplicável, claro e clinicamente relevante para cirurgiões-dentistas em diferentes níveis de formação. Saiba mais sobre o autor: quem somos.


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