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Como remover um pino de fibra de vidro ou carbono com o ultrassom.

Atualizado: 5 de dez. de 2025

Os pinos de fibra de vidro ou de carbono foi uma evolução fantástica na reabilitação oral, permitindo uma rápida execução de um tratamento reabilitador que pode ser executado logo após o Tratamento endodôntico.

Porém devidos alguns fatores que pode ser deste de um fracasso do tratamento endodôntico até mesmo a fratura do próprio pino.

Como fazer para remover o pino ?

Uma das opções para a remoção mais fácil e segura é com o ultrassom.

Vamos descrever a sua remoção passo a passo.


Material necessário:

1) fresas esférica para remoção de resina.

2) Ultrassom de boa qualidade como por exemplo o ultrassom da CVDentus Optymus.

3) Ponta Ultrassônica Tronca cônica diamantada como a ponta da CVDentus T1F-E.


Como fazer.

Antes de mais nada sempre realizar uma radiografia inicial e medir o comprimento aparente do pino.


1) Remover a resina composta em volta do pino até expor todo o pino.

2) Cortar ao nível da raiz do elemento dental.

3) Com a ponta T1F-E na potência de 50% e com irrigação no nível 5 acionar a ponta no centro do pino de fibra de vidro.

4) Aplicar uma leve pressão de encontro ao pino para a ponta começar a desgastar o pino.

5) Avançar mm/mm quando atingir a metade do pino realizar uma radiografia para verificar se continua no centro do pino.

6) Não realizar movimento de balanço somente com pressão apical sempre paralelo ao longo eixo do dente.

7) Rapidamente removerá o pino.

Lembra-se não realizar pressão excessiva.




Fluxograma: Como Remover um Pino de Fibra com Ultrassom — Passo a Passo


1. Avaliação inicial

  • Radiografia + preferencialmente CBCT para avaliar comprimento, diâmetro e adaptação do pino.

  • Verificar presença de núcleo metálico, resina ou cerâmica associada.

2. Acesso seguro

  • Remover a coroa ou restauração.

  • Expor completamente a porção coronária do pino.

  • Criar plataforma plana para estabilidade da ponta ultrassônica.

3. Exposição da interface cimento–dentina

  • Reduzir suavemente o pino na região coronária até visualizar seus limites.

  • Manter irrigação e limpeza ativa durante o desgaste.

4. Ultrassom — fase vibratória

  • Usar ponta ultrassônica fina (preferencialmente diamantada ou com ponta ativa).

  • Aplicar vibrações periféricas ao redor do pino.

  • Circular 360° em movimentos lentos e controlados.

  • Intensidade baixa a moderada + refrigeração constante.

5. Ultrassom — fase de descolamento

  • Após afrouxamento perceptível, aplicar leves movimentos de tração ou torção com pinça adequada.

  • Voltar ao ultrassom se houver resistência — nunca forçar.

6. Remoção do pino

  • Retirar o pino com suavidade.

  • Confirmar integridade da parede radicular.

  • Lavar e aspirar o remanescente do cimento.

7. Revisão e preparo para retratamento

  • Verificar anatomia original dos canais.

  • Iniciar remoção do material obturador.

  • Determinar novo comprimento de trabalho com apex locator.



Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Remoção de Pino de Fibra com Ultrassom

Por que usar o ultrassom para remover um pino de fibra?

O ultrassom transmite vibrações que rompem a interface cimento–dentina, facilitando o descolamento do pino com mínima remoção de dentina e menor risco de perfuração.

Qual é a sequência recomendada para remover o pino com segurança?

Remover o núcleo ou restauração, desgastar a porção coronária do pino até localizar a câmara, aplicar pontas ultrassônicas com refrigeração constante e desalojar o pino com movimentos leves.

Pinos cimentados com resina são mais difíceis de remover?

Sim. O cimento resinoso adere fortemente à dentina e absorve parte da energia ultrassônica, tornando o processo mais lento e exigindo maior refinamento técnico.

O microscópio operatório melhora o resultado?

Sim. Ele aumenta a precisão ao visualizar a interface do pino, permite trabalhar com maior controle e reduz significativamente o risco de desvios e danos radiculares.

Quais cuidados evitam danos à raiz?

Manter refrigeração, aplicar vibração intermitente, evitar força excessiva e monitorar a espessura dentinária restante ao longo do procedimento.

O ultrassom é mais seguro do que brocas convencionais?

Sim. A técnica ultrassônica preserva mais dentina e reduz o risco de fraturas e desvios comparada ao uso de brocas ou kits mecânicos.



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