Análise pela IA após a resolução endodôntica do caso clínico do post anterior.
- Prof. Dr. Marco Aurélio Gagliardi Borges

- 4 de nov. de 2025
- 5 min de leitura
Atualizado: 6 de fev.
Analisando a resolução do caso clínico do post anterior utilizando a IA, demostrando as suas capacidades.
Este conteúdo faz parte do Guia de I.A. em Endodontia da EndoToday.
Série: Guia de I.A. em Endodontia
Análise pela IA após a resolução endodôntica do caso clínico do post anterior.
Dados Enviados a IA
Radiografia Inicial.
Perfeito. Segue a análise comparativa (radiografia periapical atual, 1 ano após o retratamento do 37), em linguagem técnica e formato de laudo e comparação ao artigo anterior.

1) Qualidade da imagem
Projeção: periapical com paralelismo satisfatório; leve rotação distal, porém nitidez e contraste adequados.
Campo: cobre porção coronária, terços radiculares e região periapical.
Artefatos: mínimos (material provisório/isolamento na coroa).
2) Situação endodôntica atual (pós-retratar)
Canais tratados: dois canais com preenchimento mais confluente e homogêneo que antes.
Comprimento de obturação: termina próximo ao ápice radiográfico (0–1 mm), sem extravasamento aparente.
Densidade: aspecto compacto e contínuo ao longo de ambos os canais; melhora clara em relação à imagem pré-retratar (redução de falhas/lacunas).
Coronal: cavidade restauradora com material de alta radiopacidade; parece haver selamento coronário (a confirmar clinicamente).
3) Tecido periapical
Achados atuais: trabeculado ósseo mais organizado e lâmina dura apical tendendo à continuidade, sem radiolucidez nítida delimitada ao redor dos ápices.
Comparação com pré-retratar: havia área radiolúcida compatível com periodontite apical crônica; agora não se observa defeito definido.→ Sinal de reparo (radiográfico) aos 12 meses.
4) Periodonto marginal
A incidência não permite mensurar crista óssea mesial com precisão, mas não há defeito vertical evidente no recorte.
Como o caso apresentava bolsa estreita e profunda (15 mm) na mesial, a reavaliação periodontal é determinante para o prognóstico.
5) Impressão diagnóstica (radiográfica)
Retratamento endodôntico tecnicamente adequado (comprimento, conicidade e densidade compatíveis).
Evolução periapical favorável aos 12 meses, sugerindo reparação (ausência de radiolucidez definida e reorganização trabecular).
O componente periodontal deve ser reavaliado para excluir/confirmar etiologia endo–perio resolvida versus defeito periodontal residual ou fratura radicular vertical (FRV) oculta.
Síntese: do ponto de vista endodôntico, o resultado é bom e compatível com reparo. O fator determinante para o prognóstico global continua sendo a bolsa mesial (periodonto).
6) Condutas recomendadas (práticas)
6.1. Periodontia — reavaliação dirigida
Sondagem circunferencial mapeada (6 sítios) e sangramento à sondagem; registrar profundidade e largura do defeito mesial.
Teste de mobilidade e oclusão (sobrecarga pode perpetuar defeitos estreitos).
Se bolsa persiste > 6–7 mm em um ponto e estreita:
CBCT de FOV pequeno (voxel ≤0,15 mm) para avaliar morfologia do defeito (contido vs. não contido) e sinais de FRV (lesão em “J”, traço hipodenso linear).
Exploração cirúrgica diagnóstica pode ser indicada quando a suspeita de FRV permanece alta e o CBCT é inconclusivo.
6.2. Endodontia — manutenção e controle
Selamento coronário: confirmar integridade marginal; preferir restauração definitiva com barreira interna.
Follow-up radiográfico: 24 meses (ou antes se houver sinais/sintomas), buscando espessamento da lâmina dura e trabeculado normal estável.
Documentar com mensuração padronizada (diâmetro/área da antiga lesão) para comparação longitudinal.

7) Critérios de sucesso (para seu prontuário)
Clínico: ausência de dor/sintomas; redução da sondagem; ausência de supuração/fístula; função oclusal estável.
Radiográfico: reformação/continuidade da lâmina dura; trabeculado normal; ausência de radiolucidez periapical.
Funcional: restauração definitiva íntegra e higienizável.
8) Conclusão
Para a análise deste caso clínico temos uma compatibilidade da resposta da I.A. com os fatos reais interpretados por três endodontistas/ professores podendo concluir que realmente a I.A. é uma otima ferramenta de sinergismo para com a profissão mas não como tomadas de decisões que exige conhecimentos profundos sobre a Endodontia.
Este conteúdo faz parte do Guia de I.A. em Endodontia da EndoToday.
Série: Guia de I.A. em Endodontia
Análise pela IA após a resolução endodôntica do caso clínico do post anterior.

1) Qual é a proposta deste artigo “análise pela IA após a resolução endodôntica”?
Apresentar uma avaliação comparativa (em formato de laudo) de uma radiografia periapical de controle — aproximadamente 12 meses após o retratamento do dente 37 — e discutir critérios de sucesso, condutas de acompanhamento e o papel da IA como ferramenta de apoio, não como decisora clínica.
2) Que dados clínicos/radiográficos foram enviados para a IA?
O artigo descreve o envio de uma radiografia periapical atual (controle de 1 ano) para análise comparativa com o cenário “pré-retratar”, com foco em: qualidade da imagem, parâmetros da obturação, tecidos periapicais e implicações periodontais.
3) Como a IA avaliou a qualidade da radiografia atual?
A IA descreveu uma periapical com paralelismo satisfatório, discreta rotação distal, porém nitidez e contraste adequados, campo cobrindo terços radiculares e região periapical e artefatos mínimos.
4) O que foi considerado como “resultado endodôntico tecnicamente adequado” no caso?
Foram destacados: dois canais com preenchimento mais homogêneo, comprimento de obturação próximo ao ápice radiográfico (0–1 mm), sem extravasamento aparente, além de densidade compacta e contínua com melhora clara em relação ao pré-retratamento.
5) Quais sinais radiográficos sugerem reparo periapical aos 12 meses?
O texto descreve trabeculado mais organizado e lâmina dura apical tendendo à continuidade, sem radiolucidez periapical nítida delimitada, interpretado como sinal radiográfico de reparo em 12 meses.
6) Por que o periodonto continua sendo o fator determinante do prognóstico global?
Porque o caso tinha histórico de bolsa estreita e profunda (15 mm) na mesial, e a persistência (ou não) desse padrão periodontal influencia diretamente o diagnóstico diferencial (endo–perio vs defeito residual vs FRV oculta) e, portanto, o prognóstico.
7) Qual é a lógica clínica de suspeitar de FRV quando existe “bolsa única, estreita e profunda”?
A literatura descreve que sondagem periodontal isolada, estreita e profunda adjacente à raiz pode ser um achado fortemente sugestivo de fratura radicular vertical (especialmente em dentes tratados endodonticamente), devendo ser correlacionado com sinais radiográficos e, quando necessário, investigação complementar.
8) Quando o artigo recomenda CBCT e por quê?
Quando a bolsa persistir (ex.: >6–7 mm em um ponto e estreita), recomenda-se CBCT de FOV pequeno e alta resolução (o texto cita voxel ≤ 0,15 mm) para avaliar morfologia do defeito e sinais compatíveis com FRV (p. ex., padrão em “J”, suspeita de traço). Isso é coerente com diretrizes que defendem CBCT apenas quando necessário e preferindo protocolos de menor dose (FOV limitado) quando 2D não atende à necessidade diagnóstica.
9) Se o CBCT for inconclusivo e a suspeita de FRV permanecer alta, qual conduta é sugerida?
O artigo menciona a possibilidade de exploração cirúrgica diagnóstica em situações em que a suspeita clínica se mantém elevada apesar de exames inconclusivos.
10) Quais são as condutas de manutenção endodôntica destacadas após o retratamento?
O texto enfatiza: confirmar selamento coronário (integridade marginal; idealmente restauração definitiva com barreira interna) e manter follow-up radiográfico (o artigo sugere 24 meses, ou antes se houver sinais/sintomas), com documentação padronizada para comparação longitudinal.
11) Quais critérios de sucesso o artigo sugere para registrar no prontuário?
Critérios clínicos (ausência de dor/sintomas; redução da sondagem; ausência de supuração/fístula), radiográficos(continuidade da lâmina dura; trabeculado normal; ausência de radiolucidez periapical) e funcionais (restauração íntegra e higienizável).
12) Qual é a conclusão do artigo sobre IA na endodontia?
O texto conclui que a análise da IA foi compatível com a interpretação de três endodontistas/professores, reforçando a IA como ferramenta de sinergismo, porém não como substituta da tomada de decisão clínica, que exige conhecimento profundo e responsabilidade profissional.
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