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Hoje é um dia especial é o 100 post em nosso site, para isso um caso clínico especial.

15 de dez. de 2020
2 min de leitura

Um dos primeiros casos do uso da Tomografia Computadorizada na Endodontia.


Este caso foi um dos primeiro casos clínicos aonde a solução somente foi resolvida pelo emprego da tomografia computadorizada helicoidal que na época ainda não existia a Tomografia de Cone Beam. Este caso é com certeza um dos primeiros casos no mundo a utilizar a tomografia computadorizada na endodontia em 1998.


Dente em questão era o dente 36.


História clinica:


Paciente do sexo masculino, 40 anos de idade, após um retratamento endodôntico realizado há 7 anos que foi instrumentado com técnica de Goerig, utilizando o curativo de demora Calen + PMCC e obturado com o cimento endodôntico Sealapex espessado com iodofórmio mas após 6 anos, aproximadamente a cada 15 dias, formava uma fístula na região cervical próximo no que seria a região de furca. Ao rastrear a fístula ela penetrava apenas 3 mm e o aspecto radiográfico era esse.



nas coroas dos dentes 35, 36 e 37 apresentam-se com restaurações; observar-se um tratamento endodôntico no dente 36; no dente 37 apresenta-se com dilaceração; imagem radiolúcida no terço cervical da raiz distal do dente 36, sugestiva de fratura

Análise radiográfica


Na radiografia ao lado podemos observar os seguintes aspectos radiográficos:

  1. nas coroas dos dentes 35, 36 e 37 apresentam-se com restaurações;

  2. observar-se um tratamento endodôntico no dente 36;

  3. no dente 37 apresenta-se com dilaceração;

  4. imagem radiolúcida no terço cervical da raiz distal do dente 36, sugestiva de fratura.

Após avaliação de três profissionais, os mesmo não chegaram a diagnóstico conclusivo e o paciente foi selecionado para realizar a tomografia computadorizada Helicoidal pois preenchia os requisitos na época para realizar o exame.


Os resultados tomográficos foram esses.


Corte axial,  demonstrando duas perfurações na raiz mesial e na raiz distal demonstrando uma radiolucência apical, ambos no dente 36.
  1. Corte axial, demonstrando duas perfurações na raiz mesial e na raiz distal demonstrando uma radiolucência apical, ambos no dente 36.


Corte sagital, demonstrando a amplitude da radiolucência apical no dente 36 envolvendo a raiz distal com amplitude de 1,5cm de diâmetro.
  1. Corte sagital, demonstrando a amplitude da radiolucência apical no dente 36 envolvendo a raiz distal com amplitude de 1,5cm de diâmetro.

E o diagnóstico foi de uma periodontite apical assintomática


O tratamento indicado foi o cirúrgico pois como era um dos primeiros casos aonde a tomografia tinha sido usada no diagnóstico precisava ter a confirmação do diagnóstico no âmbito macroscópico.


Ao realizar cirurgia parendodôntica se confirmou o diagnóstico sugerido pela tomografia computadorizada.



Imagem demostrando o tamanho da destruição óssea ao remover o tecido gengival.

Imagem demostrando o tamanho da destruição óssea ao remover o tecido gengival.



Imagem demonstrando a amplitude da radiolucência apical que não foi detectada pelas radiografias convencionais e digital.


Com isso demos um grande salto na tecnologia emprega na Endodontia que hoje é amplamente usada no mundo todo.


Observem a evolução da endodontia nos últimos anos.


Ciência sempre .

Comentários


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Ensinamos a cuidar de pacientes.

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Prof. Dr. Marco Aurélio G. Borges

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